O 'senhor' 25 de Março queria era ser médico

Empresário abriu a loja para ajudar sua família em 1961 e hoje tornou-se referência na principal rua de comércio em SP

GISELE TAMAMAR, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2012 | 02h12

O comércio faz parte da rotina de Semaan Halim Mouawad, hoje com 69 anos, desde 1961. Na época, ainda era possível estacionar e lavar o carro na frente da loja na Rua 25 de Março, em São Paulo. Hoje, 51 anos depois, Semaan orgulha-se de ter construído uma rede que leva o seu nome e engloba o comércio varejista, atacadista, além de distribuidora e loja virtual.

Nascido no Líbano, Semaan chegou ao Brasil com apenas 4 anos. A vida seguia tranquila no País até os 17, quando seu pai enfrentou problemas financeiros. O jovem precisou então desistir do sonho de cursar Medicina para abrir uma loja e dessa maneira ajudar a família.

"Todos os meus colegas estavam bem de vida. Eu não queria ficar por baixo. Tive que correr, trabalhar muito." Durante esse processo, Semaan acompanhou a transformação da 25 de Março. "Naquela época, se o cliente pedia para levar a mercadoria no hotel, eu ia de carro e ainda encontrava a vaga quando voltava", lembra. No início, a loja vendia artigos de charutaria e chaveiros com foco no atacado. Com o tempo, o comércio ganhou novos produtos, mas quando a tradicional rua passou a atrair milhares de consumidores, a empresa precisou adaptar-se e seguir em frente.

A solução foi direcionar o mercado atacadista para a região do Pari, onde o fundador da rede hoje passa a maior parte do seu dia. O varejo continuou na 25 de Março e tornou-se referência em brinquedos e itens colecionáveis. Com isso, a rede cresceu em média 30% nos últimos cinco anos, resultado de mudanças estruturais.

A entrada dos filhos, por exemplo, ajudou muito no desenvolvimento dos negócios mantidos pela família. Marcelo atua na operação da 25 de Março. Rodrigo é responsável pela área financeira e Fabiana, pela administrativa. "No começo não queria colocar computador, cartão de crédito. Fui aceitando as ideias deles e o negócio foi desenvolvendo. Hoje fico como figura decorativa", brinca Semaan.

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