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Louise Barsi explica como viver de dividendos seguindo o Jeito Barsi de investir

O sinal é de só mais uma alta, mas a porta ficou aberta

ANÁLISE:

José Paulo Kupfer, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2014 | 02h07

Depois de analisar os textos e subtextos contidos nas 4 mil palavras que compõem a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), os analistas especializados em interpretar as mensagens transmitidas pelos diretores do Banco Central (BC) em tradicional "coponês" - o idioma cifrado dos documentos do BC - pareciam só descartar a hipótese de uma nova alta de 0,5 ponto porcentual, na taxa básica de juros, em abril.

As outras possibilidades - encerrar já agora o ciclo de altas dos juros, promover mais uma elevação de 0,25 ponto em abril, fechando o atual ciclo, com a taxa Selic em 11% ao ano, ou ir mais adiante, nas reuniões seguintes - ficaram em aberto. Depois da ata, a maioria das apostas se concentrou na hipótese de que o Copom sinalizou uma continuidade do ciclo, mas limitado a uma última alta de 0,25 ponto, em abril.

É possível encontrar, nos termos da ata, sinalizações para a continuidade do ciclo. Essa ideia se sustenta na menção ao fato de que a inflação mostra resistência "ligeiramente acima daquela que se antecipava". Ao considerar "ser apropriada a continuidade do ajuste das condições monetárias ora em curso" e que a política monetária deve permanecer "especialmente vigilante", a ata reforça esses sinais.

Mas também não são poucas as menções a um ambiente inflacionário menos pressionado. Para o Copom, diferentemente do que apontavam atas anteriores, agora demanda e oferta estão se aproximando. A ata reforça essa percepção ao afirmar a perspectiva de um ritmo relativamente estável, neste ano, para a atividade econômica. Ao repetir que os efeitos da política monetária são cumulativos e defasados, o Copom disse, em "coponês", o que em língua comum significa dizer que a política monetária, como ferramenta para conter a demanda, pode tardar, mas não falha.

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