''''O sistema deveria lucrar menos''''

Mantega diz que resultado inferior do BB não preocupa

Fernando Nakagawa e Renata Veríssimo, Brasília, O Estadao de S.Paulo

14 de novembro de 2007 | 00h00

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que o papel do Banco do Brasil (BB) não é ser o mais lucrativo do País. Segundo ele, o lucro menor da instituição em relação a 2006 ocorreu porque a instituição não está tão voltada para o lucro quanto os bancos privados. "O ideal é que todo o sistema financeiro tivesse lucro menor", afirmou Mantega, após solenidade na qual o BB iniciou o processo de incorporação do Banco do Estado do Piauí (BEP). O ministro disse que é preciso considerar que o lucro dos bancos privados também vem da venda de ativos. "Temos de descontar isso quando compararmos (com o BB). Estou satisfeito com o desempenho do Banco do Brasil."Mantega defendeu o crescimento do Banco do Brasil pela incorporação de bancos estaduais. Para o ministro, essa estratégia é importante para que o banco federal não perca mercado com as fusões que vêm ocorrendo entre bancos privados. Segundo ele, o objetivo do BB com essa estratégia é ganhar escala nos Estados e fortalecer a concorrência com as instituições privadas.Além do BEP, o Banco do Brasil já iniciou a incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e anunciou a intenção de agregar o Banco de Brasília (BRB). Mantega não vê possibilidade de "inchaço" do banco federal pela estratégia de incorporações. "Não é só o Santander, o Bradesco e o Itaú que têm de crescer. O banco público também tem de crescer, senão vai ficar para trás." Para o ministro, o papel do banco público é dar mais competitividade ao sistema financeiro, por meio do aumento do crédito, preenchendo lacunas que não são atendidas pelos bancos privados e fomentando a concorrência.

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