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O tesouro sai de cena

Governo dos EUA reduz investimento em empresas vitimadas pela crise. O objetivo, agora, é[br]deixar que negócios andem com as próprias pernas

Michael J. De La Merced, do The New York Times, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2011 | 00h00

Depois de meses de planejamento, o governo americano vendeu o primeiro lote das ações que possui na seguradora AIG, principal indício da grave crise de 2008. No entanto, há muito o que fazer na recuperação do dinheiro do contribuinte.

Enquanto o Tesouro reduz diversos programas de socorro, ainda precisa lidar com a herança da crise, como investimentos de escala em empresas como a AIG e a montadora GM.

Após ofertar US$ 8,7 bilhões em ações da AIG na última quinta, o Tesouro ainda precisa vender mais US$ 1,4 bilhão em ações ordinárias ao longo dos próximos dois anos. Além de ser dono de 77% da AIG, o governo também possui cerca de US$ 11,3 bilhões em papéis preferenciais.

No total, o investimento oficial da AIG chega a US$ 53 bilhões, enquanto o Federal Reserve (banco central dos EUA) ainda mantém em aberto empréstimos da ordem de US$ 23,6 bilhões concedidos à seguradora.

Além disso, o Tesouro também mantém investimentos significativos em outras companhias. Na GM, é proprietário de fatia de 26%, porcentual bem inferior do que na época da crise. A redução ocorreu depois de uma oferta inicial de ações que levantou US$ 23,1 bilhões.

O governo ainda detém 6,6% da Chrysler e 74% da Ally Financial. O Tesouro está em processo de se desfazer das ações de ambas as companhias.

A saída da Ally pode ocorrer até o fim de junho. Já a Chrysler pagou US$ 5,9 bilhões em financiamentos ao Departamento do Tesouro, também na última quinta-feira.

Em baixa. No entanto, as ações compradas pelo governo em duas companhias só caíram desde o pacote de socorro. A AIG chegou na quarta-feira à pior cotação do ano. Já a GM perdeu 8,5% desde a oferta de ações, feita em novembro.

Para o governo, no entanto, a recuperação dos diversos incentivos está indo bem. Segundo fontes oficiais do Tesouro, os incentivos de US$ 700 bilhões a créditos de má qualidade impediram o colapso econômico. As fontes afirmam que os cofres públicos já recuperaram quase 73% do valor gasto, contando os pagamentos e juros embutidos.

O processo de saída de investimento é delicado para o governo: embora o Tesouro tenha pressa em reduzir suas participações, busca também reduzir perdas para os cofres públicos. As empresas também querem a saída do sócio oficial, alegando que atualmente têm dificuldade em atrair capital privado novo.

"Quanto mais o governo fica, mais difícil é para as empresas retomar a normalidade de seus negócios", diz Anant Sundaram, professor da Tuck School of Business. "Retomar a governança corporativa normal nessas companhias é muito importante."

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