O upgrade da Positivo

Há cinco anos, a Positivo lidera com folga o mercado brasileiro de computadores, um dos que mais crescem no mundo. Mas, para não correr o risco de ficar para trás, ela pretende lançar TVs de LCD, smartphones, tablets ou e-books ainda neste ano

Patrícia Cançado, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2010 | 00h00

No ano passado, um em cada quatro computadores vendidos no mercado oficial brasileiro era da Positivo Informática. A companhia vendeu mais do que o segundo e o terceiro colocados juntos, segundo a consultoria IDC, situação que se repete desde 2005. Até o começo do próximo ano, o País deve se tornar o terceiro maior mercado de computadores do mundo, passando a Alemanha e o Japão. Como apenas um terço das casas brasileiras tem computador, as vendas podem continuar crescendo acima de 10% por alguns bons anos. Por tudo isso, a Positivo estaria numa situação bastante confortável. Mas não está. Seus executivos sabem que o futuro não é só das telas médias.

As avassaladoras mudanças tecnológicas estão obrigando a Positivo a se reinventar. Até o fim do ano, a fabricante de PCs pretende lançar um produto bem diferente do que ela vende hoje. Na empresa, já há protótipos e exemplares importados de televisores de LCD, smartphones (celulares que acessam a internet), tablets (equipamentos que estão entre um notebook e um smartphone, como o iPad da Apple) ou e-books (livros eletrônicos).

"Ainda não decidimos qual deles vamos lançar, mas já decidimos que vamos lançar pelo menos um produto dessas linhas até o fim deste ano", revelou ao Estado Hélio Rotenberg, fundador e presidente da Positivo Informática.

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