O varejo cresce mais do que o esperado

Resultados superaram as expectativas dos analistas e dão alento às projeções de aceleração da atividade econômica em 2018

O Estado de S.Paulo

15 Março 2018 | 03h00

As vendas de super e hipermercados, de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação e de outros artigos de uso pessoal e doméstico se destacaram nos números de janeiro de 2018 do comércio varejista restrito, cujo volume de vendas cresceu 0,9% em relação a dezembro de 2017. Os resultados superaram as expectativas dos analistas e dão alento às projeções de aceleração da atividade econômica em 2018.

Os indicadores relativos a hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo refletem, segundo os técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o aumento da massa de rendimentos reais habitualmente recebida e a redução sistemática da inflação. Reportagem recente do[BOLD] Estado [/BOLD]mostrou a retomada do consumo de itens cortados pelas famílias no auge da recessão, como manteiga e azeite.

Foram positivos, em janeiro, quase todos os indicadores da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE. O varejo restrito (do qual se excluem veículos e materiais de construção) mostrou comportamento melhor do que o varejo ampliado, cujo volume de vendas teve leve declínio (0,1%) entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018. Entre janeiro de 2017 e janeiro de 2018, o crescimento das vendas foi de 3,3% no varejo restrito e de 6,5% no varejo ampliado. Este se beneficiou mais com a recuperação do mercado de veículos, motos, partes e peças, que registrou, na mesma base de comparação, alta de 18,2%, a mais elevada desde abril de 2013.

O crescimento do varejo foi generalizado, com exceções somente de combustíveis e lubrificantes, de móveis e eletrodomésticos, de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria e de material de construção. Mesmo nesses itens, o comportamento das vendas em 12 meses foi positivo, salvo em combustíveis e lubrificantes, sob influência dos sucessivos reajustes de preços.

As vendas cresceram em 19 das 27 unidades da Federação, com destaque positivo para Roraima, Amapá e Rio Grande do Norte e negativo para Espírito Santo e Goiás. As maiores influências positivas para o resultado do País vieram de Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Especialistas acreditam que os resultados do varejo em janeiro são compatíveis com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) esperado para 2018, da ordem de 2,5% a 3%. 

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