O varejo traz pequeno alento à economia

Indicadores mais recentes do comércio varejista são levemente positivos, o que significa um pequeno alento para as empresas do setor

O Estado de S.Paulo

29 Maio 2018 | 05h24

Os indicadores mais recentes do comércio varejista são levemente positivos, o que significa um pequeno alento para as empresas do setor. É sinal de que os fatores que justificam a recuperação, como a alta da renda real e a baixa inflação, pesam mais do que os fatores negativos, a começar das incertezas políticas.

No Município de São Paulo, o Índice de Expansão do Comércio (IEC) da FecomercioSP subiu 1% entre abril e maio, atingindo 102,6 pontos, maior nível desde dezembro de 2014. As expectativas de contratação de funcionários aumentaram 0,9% no mês e 6,9% entre maio de 2017 e maio de 2018, enquanto o nível de investimentos das empresas subiu 20,6%. Os números esperados eram ainda maiores, mas, segundo a entidade, “o setor ainda não se rendeu ao relativo desânimo instalado no início de 2018”.

Um indicador mais amplo, o Movimento do Comércio elaborado pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), registrou alta de 0,2% entre março e abril, avançando 2% entre abril de 2017 e abril de 2018 e 4,2% entre os últimos 12 meses e os 12 meses anteriores. Os especialistas da Boa Vista SCPC parecem estar mais otimistas do que os da FecomercioSP, pois, “com as expectativas de continuidade na redução de juros ao consumidor, expansão do crédito e diminuição do desemprego, espera-se que ocorra a consolidação de um ritmo maior de recuperação em 2018”.

A queda da temperatura nas regiões Sudeste e Sul poderá ser um fator positivo tanto para as vendas de tecidos, vestuário e calçados, que haviam crescido 1,3% entre março e abril e 3,1% em 12 meses, como para as de supermercados, alimentos e bebidas, em alta de 0,2% e 3,9% nas mesmas bases de comparação.

Resta saber em que medida a leve melhora do comércio recebeu ajuda de parte dos 41% de poupadores que sacaram reservas em março, segundo levantamento do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Outros recursos vieram das operações de crédito ao consumidor: nos cálculos da consultoria Serasa Experian, a quantidade de pessoas que buscam algum financiamento aumentou 15,2% entre os primeiros quatro meses de 2017 e de 2018 e 23,9% entre abril de 2017 e abril de 2018. A demanda de crédito veio principalmente das pessoas com renda de até R$ 500,00 mensais.

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