Obama aceita negociar sem aumento de imposto, diz fonte

A Casa Branca abriu caminho para alcançar um compromisso orçamentário com os republicanos no Congresso ao sinalizar que não insistirá no aumento de impostos como parte do acordo para compensar alguns cortes de gastos, disseram pessoas próximas ao assunto.

AE, Agencia Estado

30 de outubro de 2013 | 08h37

Essa linha de discussão poderá ajudar a encerrar um impasse entre a Casa Branca e os republicanos que tem persistido por três anos. Um comitê bipartidário iniciará hoje as negociações de um plano para financiar o governo para o restante do ano fiscal.

Republicanos e democratas negociam um modo de equilibrar as contas públicas. Até o momento, o foco dos democratas tem sido no aumento das receitas por meio de impostos sobre os ricos, enquanto os republicanos exigem cortes em benefícios sociais. O líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, disse anteriormente que as receitas tributárias teriam que fazer parte de algum acordo para reverter os cortes automáticos de gastos.

Mas, segundo alguns republicanos, em uma reunião recente Obama indicou um posicionamento mais flexível. Autoridades disseram que em um encontro no início do mês o senador republicano Bob Corker questionou o presidente sobre um potencial acordo, mais restrito, para substituir parte dos cortes automáticos de gastos.

Políticos presentes no encontro afirmaram que Obama aceitou a ideia de negociar cortes em alguns programas do governo, em vez de financiar o acordo com novas receitas, embora tenha alertado que os democratas podem não aceitar a proposta no Congresso. A Casa Branca está propensa a considerar cortes em áreas que não envolvam as reformas na saúde, como os subsídios agrícolas.

No entanto, alguns grupos liberais têm internamente demonstrado preocupação de que Obama estaria recuando de sua intenção de cobrar novos impostos antes de as negociações com os parlamentares republicanos começarem.

Os cortes automáticos de gastos envolvem reduzir em um período de 10 anos os gastos públicos em US$ 1 trilhão por meio da redução de financiamento em programas no exército, na educação, em pesquisa, em transporte, entre outros. Fonte: Dow Jones Newswires.

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