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E-Investidor: como a queda do PIB afeta o mercado financeiro

Obama afirma acreditar no poder do livre mercado

Presidente planeja dizer a grupo de altos executivos que não tem interesse em expandir o tamanho do Estado

Ana Conceição, da Agência Estado,

12 de março de 2009 | 17h15

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, planeja dizer a um grupo de altos executivos que não tem interesse em expandir o tamanho do Estado, mas acredita que o governo pode "catalisar" o setor privado durante épocas de estresse econômico. "Sempre acreditei fortemente no poder do mercado livre", dirá Obama aos integrantes da Business Roundtable em um encontro que será realizado hoje, de acordo com partes de seu discurso que foram divulgadas pela Casa Branca.  

 

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Os comentários de Obama parecem concebidos para responder às preocupações de que seus planos para atacar a crise financeira, reformular o setor de saúde e revisar as políticas educacionais e energéticas são ambiciosos demais.

Obama deve dizer aos executivos que o mercado livre é o "motor" do progresso dos Estados Unidos. "Acredito que os empregos são melhor criados não pelo governo, mas por empreendedores e homens de negócios como vocês, que estão dispostos a correr riscos por uma boa ideia", dirá Obama. "Acredito que nosso papel como legisladores não é denegrir a riqueza, mas expandir seu alcance; não é sufocar o mercado, mas reforçar a sua capacidade de liberar a criatividade e a inovação que ainda fazem desta nação a inveja do mundo."

Obama deve observar que o mercado "saiu do equilíbrio", algumas vezes na história dos EUA, com fases de transformação econômica e convulsão. "Nestes momentos, o governo tem procurado não suplantar a iniciativa privada, mas sim incentivá-la para criar condições de adaptação para milhares de empresários e novas empresas."

Obama deve comentar também que questões como o sistema de saúde e a dependência do petróleo têm de ser tratadas em conjunto com a crise financeira. "Não estou escolhendo enfrentar esses desafios adicionais só porque sinto que devo. Faço isso porque esses setores são fundamentais para o nosso crescimento econômico, e para assegurar que não teremos mais crises como essa no futuro", Obama deve dizer. "Eu preferiria enfrentar esses desafios sem ter herdado um déficit de um trilhão de dólares ou uma crise financeira? Claro. Mas essa é uma escolha que não temos. Não gosto da ideia de gastar mais dinheiro, nem estou interessado em expandir o papel do governo", dirá o presidente dos EUA.

A Business Roundtable é uma associação de executivos-chefes de companhias norte-americanas cuja receita combinada chega a mais de US$ 5 trilhões. De acordo com seu website, as empresas do grupo compreendem quase um terço do valor dos mercados de ações dos EUA e pagam quase metade de todo o imposto sobre o lucro das corporações do país.

Rick Wagoner, executivo-chefe da General Motors Corp., é vice-presidente da entidade. Lutando para evitar a falência, a companhia tem sobrevivido com um empréstimo de US$ 13,4 bilhões concedido pelo governo federal em dezembro e trabalha para obter mais US$ 16,6 bilhões. As informações são da Dow Jones.

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