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Obama anuncia medidas básicas para reduzir déficit dos EUA

Em seu programa semanal, presidente diz que pretende reduzir a dependência do petróleo importado pelo país

Efe,

21 de março de 2009 | 08h14

 O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou neste sábado, 21, as áreas básicas de investimento para reduzir o déficit do país pela metade até o final de seu mandato. Em seu discurso por rádio tradicional dos sábados, Obama contou que essas medidas serão dirigidas a reduzir a dependência do petróleo importado, melhorar a educação e o sistema de atendimento médico dos americanos.

 

O Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA calculou, na sexta-feira, que o déficit no orçamento do período fiscal 2009, ainda em curso, chegará a US$ 1,845 trilhão. "Estes investimentos não são uma lista de desejos jogadas ao ar; são parte central de uma estratégia integral para conseguir o crescimento da economia e que ataca os problemas que nos frearam por tempo demais: o alto custo do atendimento médico e nossa dependência do petróleo estrangeiro; nosso déficit educacional e nosso orçamento fiscal", disse Obama.

 

Assista ao pronunciamento semanal do presidente Obama

 

 

Os EUA precisam importar mais de 60% do petróleo que necessitam, apesar de serem um dos maiores produtores da commodity no mundo. "Precisamos reduzir nossa dependência do perigoso petróleo estrangeiro e, finalmente, colocar a nação no caminho de um futuro de energia limpa e renovável", assinalou.

 

Ao explicar seu plano de melhorar a educação dos americanos, Obama frisou que os EUA correm o perigo de que outros países assumam a liderança na área. "Chegou o momento de exigirmos excelência de nossas escolas para que possamos preparar nossa força de trabalho para uma economia do século XXI", destacou.

 

O chefe de Estado também afirmou que o próximo orçamento do governo deve conter "investimentos sérios" no sistema de saúde, com reformas que reduzam os custos e assegurem qualidade. O presidente dos EUA disse que no momento há milhões de americanos que estão à beira da quebra devido ao fato de não poderem pagar por seu atendimento médico. "Há empresas que se viram obrigadas a fechar ou transferir suas fontes de emprego ao estrangeiro porque não podiam pagar os seguros médicos", assinalou Obama. "Não cheguei aqui para transferir nossos problemas ao próximo presidente ou à próxima geração. Vim aqui para solucioná-los", concluiu o líder americano.

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