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Obama apela a empresários para aumentar emprego

Os principais presidentes de empresas dos EUA colaboraram com sugestões de como fazer a economia do país avançar rapidamente

Denise Chrispim Marin, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2010 | 00h00

Respaldado pela aprovação do Senado ao seu novo pacote de estímulo à economia, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apelou ontem a 20 comandantes de grandes empresas americanas pela geração de postos de trabalho e por novas ideias para evitar uma segunda recessão.

O encontro na Blair House, residência oficial para convidados da Casa Branca, foi o primeiro passo para Obama recompor sua relação com o setor empresarial, prejudicada ao longo deste ano pela aprovação das reformas dos planos de saúde e do sistema financeiro. A taxa de desemprego no país está em 9,8% e a economia não dá sinais de aquecimento. "Estou procurando extrair as boas ideias deles. Mas, definitivamente, vou falar com eles sobre como criar mais empregos", afirmou Obama. "A questão mais importante em uma ideia econômica não é se ela é politicamente boa no curto prazo ou se é republicana ou democrata. O importante é se vai ajudar a estimular os empregos e o crescimento."

Estavam os presidentes de companhias como a General Electric, Intel, Boeing, American Express, UPS, Cisco System e Google. O presidente mencionou o sucesso da renegociação do acordo de livre comércio entre EUA e Coreia do Sul como uma oportunidade para a geração de negócios e empregos.

O executivo-chefe da McGraw-Hill, Terry McGraw, cobrou de Obama um time mais forte para área econômica, referindo-se à lacuna deixada por Larry Summers no Conselho Econômico Nacional. "Foram ditas coisas por ambos os lados que não devem eliminar a oportunidade de trabalharmos juntos. Essa é a nossa chance de criarmos uma economia mais vibrante", disse Dave Cote, presidente da Honeywell Internacional.

Pacote fiscal. Logo depois do encontro, o Senado anunciou oficialmente a aprovação do pacote de US$ 858 bilhões de incentivo fiscal por 81 contra 19 votos. O aval da Casa, entretanto, já estava garantido desde segunda-feira, com a aprovação de mais de 60 senadores. Resultado de uma negociação entre Obama e as lideranças republicanas, o projeto será votado até a sexta-feira na Câmara dos Deputados, onde há forte resistência na bancada do governo.

O pacote estende a todo o contribuinte pessoa física, por dois anos, a redução de Imposto de Renda hoje acessível apenas à fatia de 3% mais rica da população. A preservação do benefício aos americanos mais abastados foi o "preço" pago para os republicanos não bloquearem a aprovação de medidas consideradas essenciais pela Casa Branca. Entre elas, a prorrogação por 13 meses do seguro desemprego de 2 milhões de pessoas, a redução da parcela patronal do imposto sobre Seguridade Social de 6,4% para 4,2% e a concessão de crédito tributário para empresas investidoras em programas de pesquisa e desenvolvimento.

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