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Obama apresenta sua agenda econômica

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai usar seu primeiro discurso no Congresso, terça-feira, para mostrar "como chegar a dias melhores", disse um de seus assessores. Ele pretende explicar a sua política econômica e afirmar que as revisões da legislação sobre assistência à saúde, educação e energia são cruciais para reanimar a economia. O comparecimento de Obama a uma sessão conjunta do Senado e da Câmara será uma oportunidade para ele retomar alguns temas de campanha ofuscados pelas medidas de emergência que definiram o primeiro mês da sua presidência. O pronunciamento que seus assessores vêm preparando, embora seja um discurso formal sobre o Estado da União, será basicamente um ato inaugural no Capitólio de um novo presidente, o momento para ele delinear as metas específicas da sua administração. Mas essa aparição de Obama se segue a uma intensa atividade legislativa, com a aprovação do pacote de estímulo econômico, ao lado de uma onda de críticas aos seus planos de socorro. "Às vezes, os discursos podem abordar uma série de iniciativas dispersas, um catálogo de ideias que não são necessariamente coerentes", disse David Axelrod, um dos principais assessores do presidente. "Hoje temos enormes desafios que estão muito mais relacionados, portanto existe uma narrativa para dizer sobre como vamos chegar a dias melhores."O presidente não pretende anunciar políticas importantes, segundo os assessores, mas deseja explicar como seu programa de ação pode avançar, não obstante a recessão que se aprofunda e o monumental déficit orçamentário. O discurso vai se centralizar praticamente nas prioridades domésticas e na economia, e Obama fará uma breve exposição sobre a sua política externa. De todos os discursos de um presidente, o pronunciado para uma sessão conjunta do Congresso é dos mais importantes. Os legisladores estarão sentados ao lado dos juízes da Suprema Corte, assessores do alto escalão do Exército e autoridades de todo o governo. A Casa Branca também está muito interessada numa outra plateia: os milhões de americanos que estarão diante da TV, incluindo os que não estão acreditando nos planos do presidente.

Jef Zeleny, O Estadao de S.Paulo

24 de fevereiro de 2009 | 00h00

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