Obama apresentará plano financeiro em semanas, diz Geithner

Segundo indicado para o Tesouro, presidente quer estabilizar sistema financeiro e enfrentar crise de moradia

Suzi Katzumata e Danielle Chaves, da Agência Estado,

21 de janeiro de 2009 | 17h13

O indicado para o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, disse que o presidente Barack Obama vai revelar ao Congresso nas próximas semanas planos abrangentes para estabilizar o núcleo do sistema financeiro, enfrentar a crise do setor de moradia e as dificuldades que as pequenas empresas, estudantes e municipalidades que estão tendo para obter acesso ao crédito.  Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  Além de garantir que os bancos são fortes, Geithner destacou que mais esforços são necessários para apoiar os mercados de capital mais amplamente, afirmando que os prêmios de risco devem cair.  Durante sua sabatina no Comitê de Finanças do Senado, ele disse que um mecanismo "banco bom/banco ruim" deve ser parte de uma solução para os problemas do setor financeiro, mas alertou que esse tipo de solução é muito complicado e que os riscos aos contribuintes têm de ser entendidos.  Geithner disse que ele e o presidente Obama querem trabalhar com o Congresso sobre a reforma da legislação tributária para empresas, mas que o esforço deve exigir algum tempo para engrenar um diálogo com o Congresso e a comunidade empresarial. "Não vamos fazer isso imediatamente, mas espero trabalhar com vocês e outros sobre um pacote de reformas que nos dará confiança de que as empresas americanas serão competitivas no futuro", disse. Montadoras Ele afirmou ainda que qualquer nova ajuda do governo para as montadoras vai exigir "mudanças muito substanciais" por parte das companhias, seus acionistas e funcionários. "A assistência deve vir junto com condições que nos deem confiança de que vamos deixar a indústria mais forte e mais viável no futuro, sem ter de depender de suporte do governo", disse.  Geithner estava respondendo a uma pergunta do senador democrata Jeff Bingaman sobre uma notícia do Wall Street Journal em relação ao acordo entre a montadora norte-americana Chrysler e a italiana Fiat, revelado ontem. O jornal afirmou que um acordo entre as duas companhias depende de a Chrysler conseguir US$ 3 bilhões em empréstimos adicionais do governo. Sem se referir especificamente à reportagem, Geithner falou sobre as condições gerais que a administração do novo presidente dos EUA, Barack Obama, vai exigir para fornecer qualquer nova ajuda às montadoras. "Estamos agora reunindo uma equipe com conhecimento em produção e em reestruturações, que entenda como os contratos trabalhistas funcionam, então poderemos dar ao presidente o melhor conselho e apresentar a vocês o melhor plano", disse Geithner.

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