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Obama ataca Nafta, mas apóia livre-comércio

O pré-candidatodemocrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama,garantiu no domingo a parceiros comerciais de seu país que nãoé contra o livre-comércio, apesar de fazer críticas cada vezmais frequentes a acordos multilaterais, como o Nafta (queenvolve também México e Canadá). Esse é um dos principais temas da campanha dele em Ohio,onde os tratados comerciais são especialmente impopulares poracarretarem a perda de empregos industriais. Também no Texas --outro Estado importante que realizaeleições primárias no dia 4-- Obama faz críticas contumazes aoTratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta, na siglaem inglês). Ele atacou a adversária Hillary Clinton por ter mudado deposição a respeito do tratado e disse que um eventual governoObama vai tentar alterá-lo para incluir mais proteçõesambientais e trabalhistas. Mas o senador diz que suas restrições ao Nafta nãosignificam uma oposição ao livre-comércio como um todo. "Minhaposição consistente [é de que] acredito no comércio. Só querogarantir que as regras de trânsito se apliquem a todos, sejamjustas e reflitam os interesses dos trabalhadores, e não só doslucros das empresas", disse ele após visitar operários numafábrica de Ohio. O Nafta entrou em vigor em 1994, quando os EUA eramgovernados por Bill Clinton, marido de Hillary. Em um livro de memórias, a senadora diz que o Nafta foi umsucesso. Durante a campanha, porém, fala em revê-lo e acusaObama de se queixar sem ter soluções a oferecer. O candidato diz que sempre foi contra o Nafta e que ostrabalhadores dos EUA não são os únicos a sofrerem com seusefeitos, já que no México tampouco houve melhora nos salários ebenefícios. Obama disse ainda que a Rodada Doha da Organização Mundialdo Comércio deveria ter regras contra o trabalho infantil e adevastação ambiental, criando oportunidades para que paísespobres vendam seus produtos aos ricos. "Quando pensamos na Rodada Doha de acordos comerciais, porexemplo, acho que é perfeitamente adequado dizermos que ospaíses paupérrimos deveriam poder exportar para os países maisricos numa base que lhes permita elevar seu padrão de vida",declarou. "Temos de ter alguns padrões mínimos, e temos de terfiscalização em coisas como parâmetros de segurança",acrescentou. Obama disse que ignorar os efeitos negativos dos acordostrabalhistas só vai reforçar tendências protecionistas nospartidos Republicano e Democrata, e que isso por sua vez seráruim para a situação econômica. A economia, num cenário de possível recessão, se tornou oprincipal tema da campanha para a eleição geral de novembro nosEUA.

JEFF MASON, REUTERS

25 de fevereiro de 2008 | 09h59

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