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Obama: concordata 'cirúrgica' pode ser saída para a GM

O governo dos Estados Unidos afirma que uma concordata estruturada "cirúrgica" pode ser a única saída para as montadoras General Motors e Chrysler. O presidente do país, Barack Obama, reiterou esta perspectiva hoje.

REGINA CARDEAL, Agencia Estado

30 de março de 2009 | 13h35

"Eu sei que quando as pessoas ouvem a palavra ''concordata'' podem ficar um pouco perturbadas, então deixe-me explicar o que eu quero dizer", afirmou Obama. "O que estou falando é usar nossa estrutura legal existente como um instrumento, com o apoio do governo dos EUA, para tornar mais fácil para que General Motors e Chrysler rapidamente se livrem das dívidas antigas que pesam sobre elas para que possam se reerguer e trilhar o caminho do sucesso; um instrumento que podemos usar, mesmo que os trabalhadores continuem em seus empregos construindo carros que estão sendo vendidos".

Alertando que as montadoras não podem depender de uma linha "sem fim" de dólares dos contribuintes, Obama deu à GM e à Chrysler um breve período para que elaborem planos que possam justificar novos empréstimos do governo. "Não podemos, não devemos e não iremos deixar nossa indústria automotiva simplesmente desaparecer", disse Obama em texto divulgado pela Casa Branca.

"O que estamos pedindo não é difícil", disse. "Exigirá escolhas duras pelas companhias. Exigirá que sindicatos e trabalhadores que já fizeram concessões dolorosas façam ainda mais. Exigirá que os credores reconheçam que não podem manter a perspectiva de socorro sem fim do governo", afirma Obama.

As declarações do presidente são feitas um dia depois de seu governo ter afastado o executivo-chefe da General Motors Rick Wagoner e ter rejeitado os planos de reestruturação com os quais GM e Chrysler esperavam obter mais um injeção de recursos do governo. Em vez disso, a Casa Branca está dando à GM 60 dias para apresentar sua estratégia de viabilidade. A Chrysler, que está em situação pior, tem apenas um mês para fechar uma parceria com a Fiat, da Itália.

As empresas, pressionadas pela desaceleração econômica e anos de dependência dos utilitários, receberão um montante não especificado de capital de giro do governo enquanto elaboram os novos planos.

Sem um acordo com a Fiat, o governo informou que a Chrysler não receberá mais dinheiro do contribuinte. A situação da GM é menos crítica - o governo manifestou confiança em que pode sobreviver sem uma ação mais drástica. Para isso, Wagoner foi obrigado a renunciar, abrindo caminho para que o diretor de operações Frederick "Fritz" Henderson assuma a presidência da empresa.

A GM e a Chrysler receberam um total de US$ 17,4 bilhões em empréstimos do governo em dezembro e pediram mais US$ 22 bilhões para se manterem operando este ano. A força-tarefa de Obama para montadoras avaliou os planos das montadoras para julgar se merecem recursos adicionais. O veredicto divulgado domingo foi de que, em sua forma atual, os planos não justificam a entrega de mais dinheiro dos contribuintes às empresas. As informações são da Dow Jones.

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