Obama confirma Bernanke no Fed

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai nomear Ben Bernanke para um segundo mandato na presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), segundo antecipou ontem à Associated Press uma fonte da administração Obama que não quis ser identificada.

Agencia Estado

25 de agosto de 2009 | 00h06

A gestão atual se encerra apenas em janeiro de 2010, mas ante o desempenho de Bernanke à frente do Fed, a pressão para que seu nome fosse confirmado no cargo por mais quatro anos ficou crescente. A ele é atribuído o mérito de estancar o colapso do sistema financeiro americano em meio à pior crise desde a Grande Depressão.

Entre as ações adotadas pelo Fed durante a crise estão o socorro financeiro a alguns dos maiores bancos do país, por meio do Programa de Recuperação de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês), que emprestou US$ 45 bilhões ao Citigroup e ao Bank of America, por exemplo, e a manutenção da taxa de juros do país próxima de zero desde dezembro do ano passado.

Obama deve fazer o anúncio oficial hoje, durante uma pausa em suas férias em Martha?s Vineyard, no Estado de Massachusetts. No seu pronunciamento, o presidente planeja elogiar Bernanke como alguém que guiou o país durante a crise financeira e deve ressaltar o vasto conhecimento do especialista sobre a Grande Depressão, o que gabaritou seus esforços para prevenir outra recessão da mesma gravidade nos Estados Unidos. Bernanke é economista graduado pela Universidade Harvard e Ph.D pelo Instituto Massachusetts de Tecnologia (MIT, na sigla em inglês).

O presidente Obama também deve dizer que a indústria automobilística está ?mostrando sinais de vida? e que os mercados de crédito imobiliário têm se ?salvado do colapso?, disse a fonte. Bernanke, que é republicano, foi nomeado ainda na gestão do ex-presidente americano George W. Bush para substituir Alan Greenspan. Ele é um estudioso amplamente respeitado que defende um banco central mais aberto.

Seus críticos, no entanto, dizem que Bernanke exagerou a mão ao inchar o balanço Fed em quase US $ 2 trilhões, algo antes impensável.

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