Obama defende incentivo para consumidor poupar energia

Presidente dos EUA pede ao Congresso benefícios fiscais; ideia é reduzir emissão de gases e gerar emprego

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

15 de dezembro de 2009 | 16h39

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta terça-feira, 15, ao Congresso que conceda incentivos fiscais aos consumidores, para que eles tornem suas residências mais eficientes em relação ao consumo de energia. A proposta, segundo Obama, pode criar empregos, estimular o consumo e reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa.

 

Falando em uma loja Home Depot no subúrbio de Washington, Obama lembrou que materiais para revestimento das residências podem gerar economia. Um melhor revestimento poderia reduzir a conta com aquecimento, por exemplo.

 

O plano de Obama chamado de "Dinheiro por Vedação" (Cash for Caulkers) é parte de uma iniciativa da Casa Branca para combater a alta taxa de desemprego e também o aquecimento global. Obama falou sobre o tema na mesma semana em que estará em Copenhague, para participar da conferência da ONU sobre mudança climática. A proposta do presidente prevê incentivos federais às pessoas que vedarem suas casas ou comprarem novos instrumentos para aumentar a eficiência energética.

 

Os congressistas podem incluir a medida na legislação sobre emprego em discussão no Legislativo. "Nós queremos que eles façam isso rápido", disse Obama.

 

O presidente caracterizou a proposta como uma forma rápida de fazer as pessoas voltarem a trabalhar, enquanto economizam dinheiro e reduzem suas emissões. "A maior parte disso se pagará", previu Obama, explicando que ele espera que os proprietários de casas recuperem seu investimento inicial em alguns anos.

 

A Alliance for American Manufacturing pediu ao Congresso que dê a produtos feitos nos EUA preferência nessa proposta, uma ideia que pode esquentar o debate político.

 

"Se o governo federal dá aos proprietários de casas incentivos para comprar produtos feitos no México, no Japão ou na China, os trabalhadores das fábricas da América serão chamados de volta ao trabalho?", questionou o grupo em comunicado. Segundo a entidade, na maioria dos casos, produtos feitos em outros países para a economia de energia não utilizam componentes norte-americanos.

 

Os comentários de Obama ocorrem após um relatório do vice-presidente Joe Biden, estimando que as políticas do governo para aumentar a produção de energia limpa poderiam criar 700 mil dos chamados empregos verdes. As informações são da Dow Jones.

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