Obama descarta risco de guerra comercial com Canadá

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que não existe "a perspectiva de uma guerra comercial" com o Canadá, apesar do persistente descontentamento do país vizinho as provisões "Buy American" (compre [produtos] americanos) no pacote de estímulo econômico. Obama reiterou que a controversa linguagem legislativa do "Buy American" cumpre com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), mas reconheceu que ela é uma "fonte de irritação" para o Canadá.

ANDRÉ LACHINI, Agencia Estado

16 de setembro de 2009 | 16h48

"Nossas equipes têm trabalhado juntas. Parece que existem caminhos para lidar com isso bilateralmente e também multilateralmente", disse Obama, ao notar que os governos provinciais do Canadá não são signatários dos acordos de licitação pública na OMC, algo que teria descartado as provisões do Buy American. "Isso poderia ser uma solução, mas além disso nós perseguimos uma trajetória de esforços bilaterais para garantir que as fontes de tensão diminuam".

O primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, que manteve reuniões com Obama em Washington, disse que o impacto das medidas do "Buy American" é "relativamente pequeno" no conjunto das relações comerciais entre os dois países.

"Mas eu gostaria de enfatizar que é algo crítico, no momento em que tentamos ver uma recuperação da economia mundial, onde as forças do protecionismo são uma ameaça muito significativa, que continuemos a mostrar ao mundo que o Canadá e os EUA conseguem administrar suas relações de uma maneira extremamente positiva e um modelo para outros países", disse Harper. As informações são da Dow Jones.

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