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Obama diz que os EUA não podem depender da China

Para presidente americano, país precisa reduzir a dívida externa para tornar-se menos vulnerável

Agências internacionais, RIO RANCHO (EUA), O Estadao de S.Paulo

15 de maio de 2009 | 00h00

O presidente americano, Barack Obama, disse ontem que os Estados Unidos não podem continuar dependendo de financiamento da China ou de outros países. O risco é que os credores parem de comprar títulos da dívida americana reduzindo as fontes de recursos dos EUA. Isso obrigaria o país a elevar as suas taxas de juros. Segundo Obama, a solução para tornar o país menos vulnerável aos investidores estrangeiros é reduzir a dívida externa. Essa é a forma, segundo o presidente, de evitar possíveis danos econômicos provocados pelas dívidas de longo prazo."O déficit de longo prazo e a dívida que temos acumulada são insustentáveis. Não podemos continuar emprestando dinheiro da China ou emprestando de outros países", afirmou Obama durante um evento na cidade de Rio Rancho, no Estado do Novo México. "Temos de pagar juros dessa dívida e isso significa que estamos hipotecando o futuro de nossas crianças com mais e mais dívida."A China é o maior credor da dívida externa dos Estados Unidos, dona de US$ 744 bilhões em títulos do governo americano até o fim de fevereiro, último mês com dados disponíveis, segundo o Departamento do Tesouro americano.Obama afirmou que a situação da dívida vai criar sérios problemas econômicos se países como a China perderem o apetite pelos títulos do Tesouro americano. "É certo que em algum momento eles vão se cansar de bancar nossos recursos", disse. "E, quando isso acontecer, nós vamos ter de aumentar os nossos juros para conseguirmos financiamento, e isso vai provocar o aumento dos juros para todo mundo."No início da semana, a Casa Branca reviu a estimativa do déficit do orçamento americano, que deve subir para US$ 1,84 trilhão para o ano fiscal que termina em 30 de setembro. Obama prometeu reduzir pela metade o déficit americano em quatro anos, apesar das medidas de estímulo econômico, que vão alargá-lo no curto prazo.PREOCUPAÇÃO CHINESAEm março, o governo da China cobrou dos Estados Unidos que mantenham a segurança dos papéis da dívida americana e protejam o valor deles. O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, afirmou estar "preocupado" com os investimentos e levantou dúvidas sobre a liquidez dos títulos. "Temos feito uma quantidade enorme de empréstimos aos Estados Unidos e, obviamente, nos preocupamos com a proteção de nossos ativos", disse. "Sinceramente, estou um pouco apreensivo." As incômodas declarações provocaram uma reação rápida da Casa Branca. O porta-voz do governo americano, Robert Gibbs, foi a público responder que "não há investimento mais seguro no mundo do que os EUA". Wen ainda chegou a pedir aos EUA uma resposta à crise que não sacrifique o valor dos ativos. "Gostaria de pedir aos EUA que cumpram sua palavra e continuem uma nação confiável." FRASESBarack ObamaPresidente dos EUA"O déficit de longo prazo e a dívida que temos são insustentáveis. Não podemos continuar emprestando da China ou de outros países""Isso significa que estamos hipotecando o futurode nossas crianças com mais e mais dívida""É certo que em algum momento eles vão se cansarde bancar nossos recursos"

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