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Obama eleva para 3 milhões a meta de criação de empregos

?Situação econômica é pior do que o presidente eleito imaginava?, diz vice

Reuters, Washington, O Estadao de S.Paulo

22 de dezembro de 2008 | 00h00

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, revelou ontem uma nova força-tarefa, com o objetivo de ajudar as famílias trabalhadoras com problemas. Segundo um aliado de Obama, o plano de recuperação econômica do presidente eleito será expandido para tentar preservar 3 milhões de empregos.A força-tarefa da Casa Branca para famílias trabalhadoras, a ser chefiada pelo vice-presidente eleito, Joe Biden, terá a função de impulsionar a educação, treinar e proteger a seguridade da fonte de renda e a aposentadoria de famílias de classe média, cuja situação Obama tornou uma questão central durante a sua campanha.A equipe composta de autoridades e trabalhadores, representantes de empresas e ativistas, ajudará a manter as famílias trabalhadoras "na frente e no centro todos os dias de nosso trabalho", disse Obama em um comunicado divulgado por seu escritório de transição.Biden disse que a economia está em pior estado do que ele e Obama pensavam que estivesse."O presidente eleito Obama e eu sabemos que a condição econômica das famílias de trabalhadores erodiu, e nós pretendemos reverter isso", disse Biden ao programa This Week, da ABC."Nós devemos começar a conter esse sangramento e começar a parar com a perda de empregos", completou.Um assistente de transição disse que as previsões pessimistas para a economia, as quais Obama vai herdar quando ele assumir o governo, no dia 20 de janeiro, motivaram o presidente eleito a aumentar a meta de criação de empregos de seu plano de recuperação econômica para 3 milhões de postos criados ou mantidos nos próximos dois anos.No último mês, Obama disse que o objetivo era proteger 2,5 milhões de empregos, com uma combinação de corte de impostos à classe média, fornecimento de dinheiro aos programas públicos de trabalho - como para a construção de estradas - assim como fornecimento de dinheiro para dar suporte a programas sociais e de saúde.Haverá investimento realmente significativo, seja de US$ 600 bilhões ou US$ 700 bilhões", disse Biden. "É um número que ninguém pensava há um ano."O governo Obama não poderá se preocupar inicialmente com o crescente déficit público frente à recessão mais severa desde a época do pós-guerra, disse ele."Não há outra alternativa no curto prazo a não ser evitar que a economia afunde totalmente. Essa é a única alternativa no curto prazo", disse Biden.Alguns democratas estão pressionando por um pacote da ordem de US$ 1 trilhão, apesar de outros parlamentares estarem cautelosos quanto a discussão de valores que ultrapassem US$ 600 bilhões . Esses temem que o Congresso não aprove um pacote trilionário.

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