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Obama encontra líderes democratas e fala com republicanos para resolver impasse

Partidos dos EUA precisam fechar acordo sobre teto da dívida americana.

BBC Brasil, BBC

30 de julho de 2011 | 21h32

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, seu aliados políticos e os republicanos fizeram reuniões de emergência neste sábado em Washington para fechar o acordo para a elevação do teto da dívida do país.

Obama se reuniu com as duas principais lideranças de seu partido, o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, e a líder dos democratas na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.

Além disso, o presidente americano também conversou pelo telefone com o líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnell.

Na tarde deste sábado, a Câmara dos Representantes (deputados federais) onde os republicanos são maioria, rejeitou a proposta de elevação do teto da dívida americana por 246 votos a 173, mesmo antes de o Senado, onde os democratas são maioria, ter votado a proposta.

Os democratas do Senado esperavam passar a proposta até domingo de manhã, para que pudesse ser enviada à Câmara dos Representantes na segunda-feira.

As negociações e a votação deste sábado ocorrem um dia depois de o Senado ter rejeitado um projeto que havia acabo de ser aprovado na Câmara dos Representantes.

O plano, proposto pelo presidente da Câmara, o republicano John Boehner, e aprovado por 218 votos a 210 na Casa, previa a elevação do teto da dívida dos EUA - atualmente em US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões) - em US$ 900 bilhões, o que permitiria o pagamento de dívidas por mais alguns meses, além de cortes orçamentários estimados em US$ 917 bilhões e mudanças constitucionais para tentar equilibrar o orçamento.

Mas os democratas dizem que o projeto forçaria o Congresso a votar em uma nova extensão do teto da dívida daqui a alguns meses - em meio à corrida eleitoral presidencial de 2012 -, em uma repetição das desgastantes discussões partidárias em curso atualmente.

O Senado e a Casa Branca tentam votar um projeto que aumenta mais o teto da dívida - em US$ 2,5 trilhões - e que promove cortes orçamentários de US$ 2,2 trilhões.

Segundo correspondentes, a melhor espectativa de evitar a moratória é se o Senado aprovar uma proposta modificada no domingo que poderá ser apresentada para a Câmara dos Representantes na segunda-feira, antes do prazo final.

Caso o impasse do teto da dívida não seja resolvido até 2 de agosto, os EUA não terão como cumprir com todas as suas obrigações financeiras, o que pode forçar uma moratória com prováveis impactos na economia mundial.

'Seriedade'

Os republicanos expressaram confiança de que um acordo pode ser fechado. O líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, disse que há "um nível de seriedade com as pessoas certas na mesa de negociação".

Se referindo à proposta do Senado, McConnell pediu que os democratas encerrassem o que chamou de "enigma", para que as negociações possam ser feitas com o presidente.

O presidente da Câmara, o republicano John Boehner, afirmou que acredita que "vamos chegar a algum acordo com a Casa Branca e acabar com este impasse".

"Acho que estamos lidando com pessoas razoáveis, responsáveis", disse.

Mas o senador democrata Harry Reid respondeu que "o comprometimento não é significativo de maneira nenhuma".

"Os líderes republicanos ainda se recusam a negociar de boa fé."

Reid acusou os republicanos de tentar atrasar os procedimentos.

"Ou eles aceitam a minha proposta, ou enfrentaremos o desastre econômico", disse.

Ansiedade

Segundo o correspondente da BBC em Washington Paul Adams o Tesouro americano já está elaborando um planos de emergência no caso de um acordo não ser fechado.

Enquanto isto, a ansiedade se espalha e chega até às tropas americanas no Afeganistão, com os soldados perguntando ao chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Mike Mullen, se eles serão pagos este mês, de acordo com o correspondente da BBC, durante uma visita de Mullen ao sul do Afeganistão.

O presidente americano Barack Obama pediu, neste sábado, que os líderes democratas e republicanos cheguem rapidamente a um acordo para impedir que o governo fique sem dinheiro para pagar suas dívidas.

Em seu pronunciamento semanal no rádio, Obama reafirmou que qualquer solução para evitar uma moratória deverá ser bipartidária e disse que "o tempo está acabando". BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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