Obama envia projeto que eleva imposto de ricos

Em atitude de confronto com a oposição, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou ontem ao Congresso uma nova proposta de ajuste fiscal de US$ 3,6 trilhões em dez anos - US$ 1,4 trilhão a mais do que na proposta anterior, de agosto.

DENISE CHRISPIM MARIN , CORRESPONDENTE / WASHINGTON , O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2011 | 06h07

O plano prevê a "Regra Buffett" - aumento da tributação de grandes companhias e pessoas físicas de maior renda apoiado pelo megainvestidor americano Warren Buffett e já rejeitado pela oposição republicana. Capítulo do plano de estímulo à economia e de geração de empregos, a nova proposta fiscal foi anunciada ontem por Obama com um ultimato - ou é aprovada pelo Congresso ou todo o pacote econômico será vetado.

A iniciativa responde a convicções do presidente em relação ao equilíbrio do ajuste fiscal a ser aplicado até 2022. Mas também atende a pressões de sua base eleitoral, frustrada com as duas concessões de Obama aos republicanos na área tributária desde dezembro de 2010.

"Isto não é guerra de classe. Isto é matemática. O dinheiro tem de vir de algum lado", disse Obama, ao apresentar o plano. "Eu não vou apoiar nenhum plano que ponha a carga de reduzir o déficit (público) sobre os americanos comuns", completou.

O plano prevê aumento de US$ 1,5 trilhão na arrecadação nos próximos dez anos e propõe, para alcançar esse objetivo, a eliminação de reduções de impostos e de deduções para os contribuintes com maior renda.

Haveria redução de US$ 2,1 trilhões nos gastos públicos até 2022, dos quais US$ 580 bilhões viriam de ajustes "modestos" nos programas de saúde e US$ 1 trilhão, com a retirada das tropas americanas do Afeganistão e do Iraque. Também haveria cortes, ainda não detalhados, nos subsídios aos agricultores. Mas a Previdência ficaria intocada.

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