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Obama espera reduzir déficit dos EUA à metade

Na quinta-feira, presidente apresentará orçamento com indicações para corte no déficit até 2013

REUTERS, O Estadao de S.Paulo

22 de fevereiro de 2009 | 00h00

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, usará seu primeiro orçamento, que deve ser apresentado na quinta-feira, para colocar o país na direção de um corte superior a 50% de seu déficit até 2013, afirmou no sábado uma autoridade."O déficit que essa administração herdou é de US$ 1,3 trilhão, ou 9,2% do PIB. Até 2013, final do primeiro mandato do presidente, o orçamento corta o déficit para US$ 533 bilhões, ou 3% do PIB", afirmou a autoridade, que pediu anonimato.Segundo a autoridade, a maior parte da economia virá de reduções com a guerra no Iraque, aumento do imposto de renda para aqueles que ganham mais de US$ 250 mil por ano, de ganhos de eficiência do governo e da eliminação de programas que não funcionam.Na quinta-feira, a administração de Obama deve apresentar o esboço de seu primeiro orçamento para o ano fiscal 2010. Ele vai refletir grandes aumentos em gastos com obras públicas que faziam parte do plano de recuperação econômica de US$ 787 bilhões."Com o tempo, o déficit do orçamento dificultará o crescimento de nossa economia e a criação de empregos. É por isso que o orçamento do presidente para o ano fiscal de 2010 nos coloca no caminho para cortar o déficit que ele herdou pela metade até o final de seu primeiro mandato", disse a autoridade.Obama já ordenou que o Tesouro inicie cortes de impostos para 95% dos americanos, cumprindo uma promessa de campanha que ele espera venha a ajudar na saída da economia da recessão.Os cortes de impostos são parte do pacote de estímulo de US$ 787 bilhões aprovado pelo Congresso, controlado pelos democratas. O objetivo é colocar mais dinheiro no bolso dos consumidores e estimular a economia pelo aumento de gastos.Ontem, governadores republicanos mostraram-se divididos, sobre aceitar ou não todo o dinheiro que seus Estados têm a receber do pacote de estímulo econômico.Três governadores de Estados do Sul se posicionaram contra aceitar parte do dinheiro reservado para estender auxílios-desemprego e vários outros devem segui-los.Com a economia mundial em crise e o desemprego em números recordes, Obama adotou como prioridade corte de impostos e maiores gastos em projetos de infraestrutura e serviços sociais. Alguns republicamos acusam Obama e seu partido Democrata de carregarem o plano com gastos desnecessários e cortes de impostos insuficientes. Os governadores do Mississippi, Haley Barbour, da Carolina do Sul, Mark Sanford, e da Louisiana, Bobby Jindal, possível candidato republicano às eleições presidenciais de 2012, disseram que vão rejeitar os fundos de desemprego, pequena parte do pacote de estímulo econômico.

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