Obama estimula produção de carros elétricos

Em uma escapadela das regras de segurança da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, dirigiu um Chevrolet Volt por cerca de 30 metros na fábrica da GM em Detroit. Essa foi a primeira vez que Obama dirigiu um carro em três anos. Mas também foi uma espécie de celebração de sua aposta na recuperação das três grandes montadoras do país, que custou pelo menos US$ 20 bilhões aos cofres americanos desde o fim de 2008, e na produção de uma nova geração de carros elétricos.

Denise Chrispim Marin, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2010 | 00h00

Ontem, durante a visita de Obama, a GM anunciou que a atual produção do Chevrolet Volt, de 30 mil unidades ao ano, vai aumentar para 45 mil a partir de 2012. O preço da unidade continua salgado, US$ 41 mil. Mas, a expectativa da montadora é que o impacto ambiental menor seja um incentivo ao consumidor.

A Casa Branca registrou planos de fabricação de mais de 20 novos modelos de carros elétricos no país nos próximos dois anos- oito deles financiados pelo governo. Incentivos oficiais foram concedidos a 30 fábricas de baterias avançadas para esses modelos automotivos em 19 Estados, de forma a assegurar a produção anual de 500 mil carros elétricos a partir de 2015.

"Nós temos de impulsionar a energia limpa", afirmou Obama em discurso aos trabalhadores da GM, no qual insistiu em sua proposta de reconversão do setor produtivo americano para um modelo ambientalmente sustentável, como via de geração de emprego e renda no país.

A ajuda do governo americano para impedir a falência das três principais montadoras do país - GM, Ford e Chrysler - trouxe resultados positivos. Nos cálculos da Casa Branca, antes da quebra das companhias, em 2008, 334 mil empregos haviam sido ceifados. Sem a ajuda federal, mais 1,1 milhão de trabalhadores teriam perdido seus postos.

Neste ano, as montadoras fizeram 55 mil contratações. Mas, segundo o jornal Washington Post, os novos contratados recebem a metade do salário dos colegas que sobreviveram aos cortes. As perspectivas se mostram positivas . As três montadoras registraram saldos positivos, projetos de expansão de investimentos e começaram a pagar suas pendências com o Tesouro americano - pelo menos US$ 8,6 bilhões foram devolvidos neste semestre pela GM e Chrysler.

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