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Obama: EUA não enfrentarão o destino da Islândia

Os EUA estão seguindo por um caminho insustentável do ponto de vista fiscal, mas não terão o mesmo destino da Islândia, afirmou o presidente norte-americano, Barack Obama, respondendo a perguntas da população durante uma audiência em Los Angeles.

GUSTAVO NICOLETTA, Agencia Estado

19 de março de 2009 | 19h49

Obama disse que o déficit federal, atualmente em um nível recorde, será elevado nos próximos anos, mas afirmou que a situação não será tão ruim quanto a da Islândia, país que teve de aceitar dinheiro do Fundo Monetário Internacional após um colapso do sistema bancário local no ano passado. Questionado se os EUA poderiam seguir os mesmos passos da Islândia, Obama disse: "Não."

"Mas, sabe, há uma chance de deixarmos uma montanha tão grande de dívidas para a próxima geração que eles ficarão mais pobres no longo prazo, porque estamos precisando tomar emprestado de outros países, pagar juros a outras nações e, com o tempo, o padrão de vida aqui será menor do que deveria ser", afirmou. "Então temos que controlar nosso déficit."

A Casa Branca estima que o déficit orçamentário atingirá um recorde de US$ 1,75 trilhão neste ano. Republicanos e democratas moderados acreditam que o prognóstico fiscal seja muito ruim para justificar os gastos ambiciosos previstos no plano de orçamento de US$ 3,6 trilhões elaborado pelo governo Obama para o ano fiscal 2010.

Obama reconheceu que consertar o sistema financeiro norte-americano "vai custar dinheiro. Não será algo bonito". Ele acrescentou que diminuir os gastos públicos em um momento no qual as empresas e os consumidores também estão cortando despesas pioraria a recessão.

"Mas assim que começarmos a notar uma recuperação, e espero que isso aconteça nos próximos dois anos, então começaremos a caminhar para diminuir nosso déficit", afirmou. As informações são da Dow Jones.

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