Obama lança comissão para déficit; republicanos relutam em aderir

Objetivo é superar as diferenças políticas que impedem que os congressistas enfrentem o rombo nas contas federais

Marcílio Souza, da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2010 | 15h42

O presidente dos EUA, Barack Obama, criou uma comissão bipartite para confrontar o que chama de uma trajetória "perturbadora" do déficit federal. O foco agora se volta para os congressistas republicanos, que não confirmaram se estariam dispostos a participar.

 

Em declarações na Casa Branca, Obama falou sobre a estrutura do painel e apresentou formalmente os homens que vão comandá-lo - o ex-senador republicano Alan Simpson e o ex-chefe de staff da Casa Branca do governo Bill Clinton Erskine Bowles. Obama disse que a comissão terá como objetivo superar as diferenças políticas que impedem que os congressistas enfrentem o déficit em alta.

 

"Por tempo demais, Washington evitou as escolhas difíceis necessárias para resolver nossos problemas fiscais", disse Obama.

 

Os republicanos, no entanto, esperam para ver os detalhes do painel de 18 membros antes de se comprometerem com ele. O painel terá 12 nomes apontados pelos líderes da Câmara dos Representantes e do Senado, e seis nomeados por Obama.

 

O porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs disse que Obama pediu diretamente ao líder republicano na Câmara, John Boehner, e ao líder do partido no Senado, Mitch McConnell, que escolham os membros da comissão. O porta-voz indicou que os dois congressistas apoiavam a versão da comissão no passado. "O que os republicanos decidirem fazer depende basicamente deles", disse Gibbs.

 

A meta da comissão é reduzir o déficit para cerca de 3% do PIB até 2015, da marca projetada em 10,6% para este ano fiscal. A Casa Branca sugeriu que nada, nem mesmo os cortes de impostos da classe média, serão descartados das discussões da comissão, apesar da promessa de Obama de não aumentar os impostos sobre famílias com renda anual inferior a US$ 250 mil.

 

As recomendações do painel têm de ser encaminhadas ao Congresso até 1 de dezembro, logo após as eleições de meio de mandato. As informações são da Dow Jones

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