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Obama minimiza alta no PIB e diz que futuro dos EUA é incerto

Casa Braca havia anunciado melhora de 3,5% na economia após quatro trimestres seguidos de recessão

Efe,

31 de outubro de 2009 | 09h08

O presidente dos EUA, Barack Obama, se mostrou satisfeito com o crescimento da economia no último trimestre, mas advertiu neste sábado, 31, que o futuro ainda é incerto e que o desemprego persistirá por algum tempo.

 

A Casa Branca anunciou na quinta-feira passada que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,5% nos últimos três meses, depois de quatro trimestres consecutivos de retração que conduziram os EUA à recessão. Em seu discurso por rádio comum dos sábados, Obama indicou que embora seja boa, a notícia não é motivo de celebração e indica apenas que o país está no caminho certo.

 

Obama afirmou que, a partir de sexta-feira, o governo começou a receber informações de que as medidas aplicadas para superar a crise surtiram efeito e já criaram mais de um milhão de empregos. No momento, segundo números do Departamento do Trabalho, o índice de desemprego é de 9,8%, o mais alto em mais de uma década.

 

O presidente disse que o crescimento econômico não substitui o aumento das fontes de trabalho. "E é provável que vejamos uma maior perda de trabalhos nos próximos dias, o que é inquietante para nossa economia e desolador para homens e mulheres que não têm emprego", comentou. Para Obama, o crescimento econômico é imprescindível para que se recupere o mercado de trabalho e, por isso, "o relatório do PIB é um bom sintoma".

 

No discurso, Obama lembrou as medidas já tomadas para conseguir a recuperação econômica, entre elas investimentos em pequenas empresas e apoio financeiro a bancos e outras instituições como forma de deter a corrente de execuções hipotecárias que desencadeou a crise. "Evoluímos, mas quero insistir que ainda há muito a progredir. As notícias positivas não significam que não haja dias difíceis no futuro, serão necessários anos para sairmos da crise que hoje enfrentamos", disse.

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