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Obama não tira foco de problema com bancos e bolsas caem

Bovespa reduz levemente a queda durante cerimônia de posse do presidente dos Estados Unidos; NY cai

Agência Estado,

20 de janeiro de 2009 | 15h23

A volatilidade persiste na Bolsa de Valores de São Paulo no dia da posse do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e véspera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre os rumos dos juros brasileiros. O Ibovespa já oscilou entre queda de 1,88% e alta de 0,89% e recuava 0,81% às 15h17, aos 38.514 pontos.   Veja também: Começa a cerimônia de posse de Barack Obama; acompanhe De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    O pregão é novamente marcado por giro financeiro fraco, diante do quadro crescente de incertezas em relação à economia global. No acumulado do ano, o saldo de capital externo na Bovespa - que estava positivo no dia 8 em R$ 1,083 bilhão - passou a ficar negativo na última quinta-feira (15), em R$ 248,272 milhões.   O noticiário do setor financeiro inibe as tentativas de comemoração num dia em que as atenções estão todas voltadas para a posse de Obama. Ele já prestou juramento à Constituição dos EUA, tornando-se o 44º presidente do país, para um mandato de quatro anos. Em seu primeiro discurso, iniciado por volta das 15h05, Obama afirmou que a crise econômica pede "ação, ousadia e rapidez" e clamou por unidade e uma "nova era de responsabilidade" nos EUA.   Em Nova York, o índice Dow Jones caía 1,77%, o S&P 500 registrava perda de 2,51% e o Nasdaq, 3,01% - todos pressionados pelas preocupações com os bancos, que puxaram para baixo as bolsas asiáticas. Na segunda-feira, quando o mercado nos EUA estava fechado por causa do feriado de Martin Luther King Jr., o Royal Bank of Scotland alertou que pode ter registrado em 2008 o maior prejuízo anual de toda a história empresarial britânica, de até £ 28 bilhões (US$ 41 bilhões).   A notícia do RBS teve repercussões em Wall Street, que se depara ainda com outros informes negativos divulgados por bancos norte-americanos de menor porte. Mas bancos maiores também sofrem. As ações do Bank of America cediam mais de dois dígitos durante a manhã, em meio à expectativa de corte de 4 mil empregos em suas operações de mercados de capitais a partir desta semana, segundo notícia do jornal "Financial Times".   O mercado também é pautado pelos balanços de empresas do quarto trimestre. A Johnson & Johnson apresentou crescimento no lucro, mas as previsões vieram abaixo do esperado. À noite, a IBM divulga balanço. Na Europa, as bolsas voltam a ser penalizadas pelos problemas no setor bancário, abortando a recuperação ensaiada pela manhã.   Aqui, as ações dos bancos também aparecem entre os desempenhos mais fracos do pregão. Itaú PN recuava 4,28%, Itaúsa PN -3,89%, Unibanco Units registrava baixa de 3,81%, e Bradesco PN cedia 2,97%. Mas é o setor de papel e celulose que está roubando a cena. Depois de meses de negociação, a Aracruz anunciou um acordo com bancos credores para pagamento da dívida de US$ 2,13 bilhões decorrente de operações com derivativos cambiais, abrindo espaço para que a Votorantim anunciasse a compra de mais uma fatia no controle - em operação de R$ 2,71 bilhões.   Com isso, as ações ordinárias da Aracruz, que não integram a carteira teórica do Ibovespa, disparavam 97,32%, reagindo à confirmação de que Votorantim e as famílias Lorentzen, Moreira Salles e Almeida Braga chegaram aos termos finais para venda de 28,03% do capital votante da Aracruz.   As ações da Petrobras e da Vale seguem caminhos opostos, diante do desempenho pífio das matérias-primas (commodities) nos mercados internacionais. Os papéis da petrolífera subiam 0,08% e as da mineradora caíam 0,27%.

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