Obama pede prorrogação do seguro-desemprego

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez ontem um apelo para que o Congresso americano aprove a extensão dos subsídios aos desempregados e um pacote de redução de impostos e de ampliação de empréstimos para pequenas empresas.

Denise Chrispim Marin, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2010 | 00h00

A primeira medida, que será votada hoje pelo Senado, permitirá que 2,5 milhões de americanos continuem a receber o benefício do governo até novembro. Mas custará US$ 34 bilhões aos cofres públicos.

O apelo de Obama foi marcado por críticas duras aos senadores republicanos, que resistem em aprovar as medidas, e pela presença de três desempregados da classe média.

O gerente Jim Chukalas, de New Jersey, a esteticista Leslie Macko, de Virginia, e a supervisora Denise Gibson, de Nova York, foram exibidos pela Casa Branca como exemplos dos cidadãos que serão prejudicados por uma eventual negativa do Senado à medida. Todos procuram emprego e estão vivendo do subsídio, que está prestes a se esgotar.

Resistência. As vitórias de Obama no Congresso neste ano - a reforma financeira, que será assinada por ele amanhã, e a reforma dos planos de saúde -, não tornam mais confortável a aprovação dos benefícios aos desempregados.

A bancada republicana já bloqueou duas vezes a aprovação da medida. "Essa atitude, penso eu, reflete uma falta de confiança no povo americano", atacou o presidente americano.

O presidente americano foi ainda mais ferino ao recordar que os críticos da medida - sobretudo, os republicanos -, "são os mesmos que não tiveram nenhum problema em aprovar centenas de bilhões de dólares em deduções de impostos para os americanos mais ricos".

Obama referiu-se a uma das medidas adotadas por George W. Bush para fazer frente à crise econômica, em 2008.

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