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Obama pede que Câmara aprove orçamento

Presidente americano, no entanto, avisa que não vai abrir mão do 'Obamacare'

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2013 | 02h08

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu à Câmara do país que aprove o projeto de financiamento temporário para o ano fiscal de 2014 para evitar uma paralisação do governo a partir de 1.° de outubro, quando começa o próximo ano fiscal. Obama frisou, porém, que não vai abrir mão de recursos para a reforma de saúde, conhecida como Obamacare.

"Se os republicanos tiverem ideias para o Obamacare, posso negociar com eles sob os procedimentos democráticos convencionais, mas sem a ameaça de uma paralisação do governo", afirmou o presidente.

O projeto que financia o governo até 15 de novembro foi aprovado ontem no Senado e retornou à Câmara com a adição de recursos para o Obamacare. Esses recursos foram excluídos pela Câmara na semana passada e os republicanos da Casa já afirmaram que não vão aprovar o projeto modificado pelo Senado.

"Nos próximos três dias, deputados republicanos terão de decidir se vão se juntar ao Senado para manter o governo funcionando ou paralisá-lo porque não conseguem o que querem em uma questão que não tem nada a ver com o déficit", disse o presidente no início da semana em pronunciamento na Casa Branca.

Segundo ele, a simples ameaça de paralisação já está afetando a economia americana. "Sei que o que está ocorrendo agora é uma negociação política, mas isso afeta pessoas reais", disse ele, acrescentando que militares não serão pagos e serviços do governo vão fechar se houver uma paralisação.

Obama lembrou que o projeto de financiamento, se aprovado, cobrirá somente algumas semanas e que, em breve, as negociações podem recomeçar. Ele falou também da importância de elevar o teto da dívida uma vez que, se isso não ocorrer, será muito mais problemático que a paralisação. "Os republicanos ameaçam um calote que nos colocaria de volta em recessão."

Estratégia. No meio da semana, o senador republicano Ted Cruz prometeu - e cumpriu - criticar a lei da reforma de saúde da Casa Branca até que não conseguisse mais "ficar de pé". O senador falou por 21 horas. "Vou confessar: estou um pouco cansado", disse Cruz. "O Obamacare é um desastre que está acabando com empregos."

O discurso de Cruz superou o do senador republicano Rand Paul que, em março, tomou o plenário do Senado por 13 horas para condenar o uso de aviões não tripulados pelo governo do presidente Barack Obama.

Cruz passou grande parte do tempo falando dos efeitos negativos do Obamacare e criticando o fato de a lei ter sido incluída no orçamento. Mas ele também usou alguns minutos lendo histórias para suas filhas, que estavam indo dormir. Em seguida, ele passou a ler mensagens no Twitter de pessoas que também expressavam preocupação com o Obamacare.

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