Obama pede reestruturação a montadoras dos EUA

Presidente eleito aprova ajuda de US$ 17,4 bilhões ao setor anunciada por Bush.

Da BBC Brasil, BBC

20 de dezembro de 2008 | 03h03

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, comemorou o pacote de ajuda ao setor automotivo anunciado nesta sexta-feira pelo governo Bush, mas afirmou que o setor precisar passar por "decisões difíceis".Obama disse que o pacote é um "passo necessário" para evitar um colapso do setor, mas pediu às empresas que "não desperdicem a oportunidade de reformar práticas nocivas de gerenciamento"."Com a ajuda de curto prazo trazida por este pacote, as montadoras devem reunir seus acionistas para fazer as duras escolhas necessárias para alcançar uma viabilidade de longo-prazo", afirmou.Nesta sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou um pacote da ordem de US$ 17, 4 bilhões para ajudar principalmente a Chrysler e a General Motors, que correm o risco de falência por causa da crise financeira.A outra empresa do chamado "grupo das três", a Ford, já havia anunciado que não precisaria de auxílio de imediato, mas que pode precisar no futuro.A General Motors deve receber uma ajuda de US$ 9,4 bilhões e a Chrysler de US$ 4 bilhões antes do final deste ano. Outros US$ 4 bilhões devem ser liberados posteriormente.Os recursos para o pacote da indústria automotiva serão retirados do plano de US$ 700 bilhões de ajuda às instituições financeiras sancionado por Bush no início de outubro.Por fazer parte de um pacote já sancionado, o montante não precisará receber a aprovação do Congresso.Foi dado um prazo até 31 de março para que as empresas comprovem sua viabilidade.Livre mercadoDurante o anúncio das medidas, Bush afirmou que deixar que a indústria automotiva dos EUA entrasse em colapso não seria uma atitude "responsável".O presidente ainda disse acreditar que, em outras circunstâncias, o governo não deveria intervir no mercado, mas que foi aconselhado que as conseqüências desta vez poderiam ser catastróficas."Sob circunstâncias econômicas normais, eu diria que este (a falência) seria o preço que estas empresas deveriam pagar. Mas estas não são circunstâncias normais", disse.Na última quinta-feira, a Casa Branca havia afirmado que estudava até mesmo permitir uma "falência ordenada" das empresas, mas as companhias afirmaram que, mesmo neste caso, acabariam fechando, com o corte de milhares de postos de trabalho.O CEO da General Motors, Rick Wagoner, afirmou que a empresa "vai se focar em um plano de reestruturação rápida" a partir de agora."Este é o começo de uma nova General Motors, uma para nossos próximos cem anos", declarou. Vendedores de carros também comemoraram a medida."A questão agora é o quanto os consumidores estarão dispostos a comprar carros entre janeiro e março. Temos milhões de dólares em carros parados nos pátios", disse Raymond Ciccolo, um vendedor da GM em Boston.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.