Obama prepara pacote econômico de US$ 850 bi

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, está preparando as bases de um gigantesco pacote de estímulo econômico, possivelmente de US$ 850 bilhões, para dois anos. O pacote deve ser apresentado ao Congresso, seu primeiro teste de negociação com o Legislativo.Segundo as agências internacionais, o pacote se compararia às drásticas ações governamentais tomadas para enfrentar a Grande Depressão, nos anos 1930, e superaria o montante que economistas e o Fundo Monetário Internacional (FMI) têm considerado necessário. Após consultar economistas liberais e conservadores, seus conselheiros começaram a falar aos congressistas que o estímulo deve ser maior que os US$ 600 bilhões inicialmente previstos.Como as obras públicas da era da depressão, o plano de Obama incluiria gastos com rodovias e outros projetos de infra-estrutura, bem como novas e renovadas escolas. Também se voltaria para tornar mais eficiente o consumo de energia em edifícios governamentais e no desenvolvimento de "tecnologias verdes", melhores para o meio ambiente.Além dos projetos de construção, Obama deve buscar fundos adicionais para programas de auxílio aos desempregados, incluindo seguro-desemprego e requalificação profissional, apontou um funcionário democrata. O presidente eleito tem repetido que deseja criar até 2,5 milhões de empregos nos próximos dois anos.O programa também incluiria alguma forma de redução na carga de impostos, de acordo com a equipe de Obama. Provavelmente, o corte de impostos estaria voltado para contribuintes das classes média e baixa.Alguns dos economistas consultados pela equipe de Obama sugeriram um gasto de até US$ 1 trilhão em dois anos, porém o valor mais provável parece ser US$ 850 bilhões. Há temor de que um pacote que pareça tão grande possa preocupar os mercados financeiros, e a próxima equipe econômica também quer sinalizar com responsabilidade nos gastos públicos.Os assessores disseram concordar das previsões econômicas segundo as quais sem dinheiro do governo o desemprego subirá acima dos 9% e não sairá desse patamar até 2011. As informações são das agências internacionais.

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