Obama promete novo plano para crédito e hipotecas nos EUA

Presidente também pediu que o Senado aprove o pacote de recuperação econômica aprovado pela Câmara

Redação com agências

31 de janeiro de 2009 | 11h16

O presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu neste sábado, 31, em seu pronunciamento semanal na internet um novo plano para estimular a concessão de crédito no país e baixar o custo das hipotecas afetadas pela crise imobiliária. O pacote deve ser anunciado nos próximos dias pelo secretário do Tesouro, Tim Geithner. Veja também: PIB dos EUA cai 3,8% no 4º trimestre, maior queda desde 1982 Senado dos EUA quer plano ainda mais protecionista De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Assista ao pronunciamento no site da Casa Branca (em inglês)"Vamos anunciar uma nova estratégia para recuperar nosso sistema financeiro que permita a concessão de crédito para pequenos negócios e também para famílias americanas. Os preços das hipotecas vão cair e pequenas empresas terão acesso ao dinheiro para criar novos empregos", disse o presidente.Obama voltou a criticar o pagamento de bônus bilionários em 2008 para executivos de Wall Street e atacou indiretamente o modo como o pacote de recuperação do sistema financeiro de US$ 700 bilhões foi aplicado pelo seu antecessor, George W. Bush. "Embora o pacote tenha evitado o colapso financeiro, muitos estão frustrados com seus resultado, e com razão. Por muitas vezes o dinheiro do contribuinte foi gasto sem transparência. Os bancos foram ajudados, mas o crédito não chegou a quem precisava dele", afirmou.   Recuperação econômica   Obama voltou a pedir que o Senado aprove o pacote de recuperação econômica de US$ 819 bilhões. "Peço ao Senado que aprove este plano, para que as pessoas possam voltar ao trabalho e começar o longo e duro trabalho de tirar a nossa economia desta crise", disse. O presidente falou após a divulgação, ontem, de uma série de dados econômicos que apontam um aprofundamento da crise econômica, entre eles a queda de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) no último trimestre de 2008, a maior desde 1982.Mesmo com a aprovação do pacote na Câmara dos representantes, nenhum deputado da oposição republicana votou a favor da medida, que o partido critica por considerar que muitas de suas verbas de despesa não contribuirão para impulsionar a economia e que dedica um montante muito reduzido - US$ 275 bilhões -aos cortes de impostos."Com tanto em jogo, simplesmente não nos podemos permitir o mesmo bloqueio e as mesmas posturas partidárias de sempre em Washington. É hora de nos movimentarmos em uma nova direção", concluiu.

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