Obama propõe US$ 1,5 tri em impostos sobre ricos para reduzir déficit

No total, plano prevê redução do déficit em US$ 4 tri em 10 anos; presidente dos EUA disse que isenções a milionários e bilionários ajudaram a ampliar endividamento

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

19 de setembro de 2011 | 13h01

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs nesta segunda-feira, 19, US$ 1,5 trilhão em novos impostos com o objetivo de ajudar a reduzir o déficit nas contas do governo norte-americano e observou que as isenções de impostos concedidas a milionários e bilionários no decorrer da última década ajudaram a ampliar o endividamento do país.

Obama se antecipou às críticas ao afirmar que a proposta de impostos para os ricos não "é luta de classes, é matemática." Ele afirmou que "ninguém quer punir o sucesso na América. Os que vão bem precisam pagar sua fatia justa". O presidente da Comissão Orçamentária da Câmara, republicano Paul Ryan, havia dito ontem que o plano de Obama de taxar os mais ricos representaria uma "guerra de classes", segundo o New York Times.

 

Em pronunciamento no Jardim das Rosas da Casa Branca, Obama apresentou um plano por meio do qual seriam cortados mais de US$ 3 trilhões do déficit ao longo da próxima década por meio do fim das isenções de impostos para os mais ricos e de alterações modestas no Medicare e no Medicaid.

De acordo com Obama, quando sua proposta somar-se aos cerca de US$ 1 trilhão em corte de gastos transformados por ele em lei recentemente, as duas ações combinadas farão com que o déficit do governo norte-americano diminua mais de US$ 4 trilhões nos próximos dez anos.

É improvável que a proposta de Obama receba o apoio dos republicanos, que se declaram contrários à elevação de impostos em um momento de recuperação econômica. A maior parte da arrecadação tributária viria do fim das isenções de impostos à camada mais rica da população e a empresas de grande porte, como companhias de gás e petróleo. As informações são da Dow Jones.

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