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Obama quer ação externa do G20, novos poderes aos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ações rápidas dos líderes do G20 para estimular a economia mundial e novos poderes para desativar empresas financeiras prestes a falir dentro do país nesta terça-feira, um dia após os mercados terem aplaudido seu plano para absorver ativos tóxicos que têm pesado sobre bancos.

DANIEL TROTTA, REUTERS

24 de março de 2009 | 16h07

Com o grupo dos ministros de finanças do G20 se preparando para o encontro do dia 2 de abril em Londres, Obama pediu às economias que aprovem gastos de estímulo robustos, reparem os mercados de crédito e estendam ajuda a países pobres.

"Minha mensagem é clara: os Estados Unidos estão prontos para conduzir, e nós convidamos nossos parceiros a se juntar a nós com um senso de urgência e propósito em comum", disse Obama em um artigo publicado em 31 jornais em todo o mundo.

Os Estados Unidos e a Europa têm divergido sobre se mais gastos são necessários além dos trilhões de dólares já garantidos pelos governos. Muitos europeus argumentam que a prioridade é reforçar a regulação do mercado.

A Comissão Europeia alertou seus estados membros para controlar o aumento dos déficits orçamentários que ameaçam os limites estabelecidos.

As potências asiáticas estão agindo para impulsionar suas economias. A Coreia do Sul prometeu gastar perto de 13 bilhões de dólares extras para proteger a quarta maior economia da Ásia de uma recessão praticamente certa e o presidente do banco central do Japão pediu que os bancos melhorem sua base de capital.

TOUR DE BROWN

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, lançou sua própria ofensiva diplomática para angariar apoio a seus planos e ajudar a recuperar o mundo da pior crise financeira desde os anos de 1930.

O tour internacional de Brown vai incluir um discurso ao parlamento europeu em Strasbourg, uma reunião com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon em Nova York e uma viagem à América Latina para reuniões no Brasil e no Chile.

Antes de embarcar em suas viagens, Brown se reúne com diretores de 13 grandes bancos para conversas sobre adequação de capital, reforma regulatória e medidas econômicas, após comentários otimistas do Deutsche Bank e do Credit Suisse.

O presidente-executivo do Deutsche Bank disse que o banco vai retomar os lucros este ano se a economia global, os mercados financeiros e o ambiente regulatório caminharem como o esperado.

O banco suíço Credit Suisse informou que teve um bom início de 2009, assim como o Citigroup, HSBC e outros se posicionaram recentemente.

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