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Obama quer aumentar impostos dos ricos

Plano é cobrar mais de quem pode pagar para beneficiar área de saúde

Agências Internacionais, O Estadao de S.Paulo

26 de fevereiro de 2009 | 00h00

O presidente Barack Obama disse ontem que vai propor um aumento de impostos de US$ 634 bilhões para os americanos mais ricos e cortes nos gastos federais pelos próximos dez anos. Um dos objetivos é usar a sobra de caixa para universalizar a cobertura de saúde, que hoje deixa cerca de 48 milhões de americanos sem seguro de saúde.Entre as ideias de Obama, está o aumento de impostos para os americanos que recebem salários superiores a US$ 250 mil por ano. O presidente já deixou claro que a reforma do sistema de saúde pública é uma das prioridades de sua administração. Hoje, Obama vai apresentar sua primeira proposta orçamentária, que pretende atingir setores como energia, saúde e educação. O orçamento a ser apresentado deve seguir rigorosamente o que foi apresentado por Obama no seu discurso para o Congresso na noite de terça-feira, em que ele delineou a necessidade de prosseguir com a reforma da saúde e do desenvolvimento de energias alternativas, mesmo que o governo gaste quantias altas para estimular a economia.SISTEMA FINANCEIROA regulamentação do sistema financeiro americano foi parte importante da pauta da reunião no Salão Oval da Casa Branca com o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e com líderes congressistas. Obama afirmou que é preciso atualizar as regras para trazer mais transparência aos mercados e aos bancos. "Nós sabemos, por dolorosa experiência, que não podemos sustentar mercados do século 21 com regulamentações do século 20.""Enquanto os mercados livres são a chave para o nosso progresso, eles não nos dão liberdade total para lucrarmos tudo que podemos lucrar", argumentou Obama.A reforma deverá incluir prestação de contas pelos executivos mais graduados das empresas, a prevenção de brechas nas regulamentações e nas perspectivas das empresas "escolherem" os reguladores. O encontro tinha como objetivo fixar pontos da reforma na regulamentação do sistema financeiro, o primeiro passo em um processo que continuará no próximo mês no encontro do G-20."Esta crise financeira não era inevitável. Ela aconteceu quando Wall Street presumiu que os mercados financeiros cresceriam continuamente e comercializou produtos financeiros complexos sem avaliar os riscos", analisou Obama.Os cortes nos gastos têm como meta não apenas poupar dinheiro para o novo projeto do governo, mas também fazer cortes que o presidente e muitos especialistas acreditam ser críticos para a saúde financeira de longo prazo do país. As propostas farão parte do rascunho feito para mudanças no orçamento, pretendidas pelo presidente, que deverão ser apresentadas hoje. As propostas precisarão ser aprovadas pelo Congresso.

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