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Obama quer do G-20 ação coordenada contra crise

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, convocou os principais países do mundo a adotar, na reunião do G-20 (grupo formado por grandes economias desenvolvidas e emergentes), marcada para a semana que vem, uma "ação coordenada, abrangente e corajosa" para estancar a crise econômica global. "Estamos vivendo numa era de desafios econômicos globais que não podem ser enfrentados por meias medidas ou esforços isolados de qualquer país", escreveu Obama em artigo publicado hoje no jornal International Herald Tribune, vendido em mais de 180 países.

HÉLIO BARBOZA E SUZI KATZUMATA, Agencia Estado

24 de março de 2009 | 07h58

"Agora, os líderes do G-20 têm a responsabilidade de adotar uma ação coordenada, abrangente e corajosa que não apenas alavanque a recuperação, mas que também lance uma nova era de relacionamento econômico para impedir que uma crise como esta volte a acontecer", escreveu o presidente.

Antes da reunião dos G-20, marcada para a quinta-feira da semana que vem (dia 2) em Londres, os EUA pediram mais gastos para estimular a economia, enquanto os líderes europeus enfatizaram a necessidade de reforçar a supervisão bancária.

Obama, que minimizou a possibilidade de um conflito entre EUA e Europa, observou que outros países também implementaram planos de estímulo fiscal e defenderam enfaticamente o aumento da supervisão financeira. "Apenas a ação internacional coordenada pode impedir a assunção irresponsável de risco que causou esta crise. É por isto que me comprometi a aproveitar essa oportunidade para introduzir reformas abrangentes em nossa estrutura de regulação e supervisão."

Obama pediu exigências mais duras de capital e de transparência, bem como o fim dos paraísos fiscais, outra prioridade europeia. "Se deixarmos as instituições financeiras ao redor do mundo agirem de modo descuidado e irresponsável, continuaremos presos num ciclo de bolha e crise", escreveu.

Obama disse que o encontro do G-20 proporciona um fórum para que os líderes das maiores economias mundiais trabalhem juntos para resolver os problemas globais. "Se a reunião de Londres ajudar a impulsionar a ação coletiva, poderemos moldar uma recuperação segura, e crises futuras podem ser evitadas", afirmou.

O G-20 é formado pelos países que juntos representam aproximadamente 90% da economia mundial e respondem por 80% do comércio global, sendo composto pelos sete países do G-7 (Estados Unidos, Canadá, Japão, Reino Unido, Itália, França e Alemanha) e representado pelos 27 países europeus da União Europeia (UE), além de Brasil, África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, China, Índia, Indonésia, México, Rússia, Coreia do Sul e Turquia. As informações são da Dow Jones.

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