Gerald Herbert/AP
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Obama quer impedir pagamento de bônus a executivos da AIG

Presidente instrui secretário a tomar medidas legais e chama benefício de 'insulto injustificável ao contribuinte'

AP

16 de março de 2009 | 13h44

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, instruiu o secretário do Tesouro, Tim Gheithner, para tomar todas as medidas legais a fim de impedir o pagamento de bônus milionários à seguradora AIG.

 

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"Isto é um insulto injustificável aos contribuintes", disse Obama durante a apresentação de um plano para empréstimos a pequenas empresas em Washington.

 

"Não é uma questão de dinheiro. É uma questão de princípios", completou o presidente, que fez coro às críticas de outros membros do governo aos bônus.

 

Uma delas veio do presidente do Fed, Ben Bernanke. "Fiquei bravo com esta história. Já bati o telefone na cara de algumas pessoas discutindo a questão da AIG. Entendo porque o povo americano está revoltado". Disse.

 

A empresa - que recebeu US$ 173 bi em recursos estatais para não falir - deve pagar US$ 165 milhões a seus executivos. Segundo a seguradora, os bônus estão previstos em contrato.

 

Ontem, O executivo-chefe da AIG, Edward Liddy, disse em uma carta dirigida ao secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, que o pagamento aos funcionários da unidade de serviços financeiros - cujos problemas provocaram perdas substanciais para a seguradora - vencem neste domingo e acrescentou: "francamente, a AIG está de mãos atadas".

 

Liddy escreveu na carta que os pagamentos aos empregados da unidade de produtos financeiros são "obrigações legais" da AIG e afirmou que há "consequências legais e empresariais graves caso (os bônus) não sejam pagos."  "Eu não gosto destes acordos e acho difícil recomendar que prossigamos com eles", afirmou, acrescentando que, no entanto, "honrar os compromissos contratuais é a base do que fazemos no ramo de seguros".

 

O governo colocou Liddy no comando da AIG em setembro, como uma das condições para que a empresa recebesse os recursos federais. Em troca do resgate, os contribuintes norte-americanos receberam uma participação de quase 80% na empresa.

 

Ele também escreveu que a AIG "não pode atrair os melhores e mais brilhantes talentos se os funcionários acreditarem que a remuneração está sujeita a ajustes arbitrários do Departamento do Tesouro dos EUA".

 

Ainda no domingo, a AIG divulgou os nomes de seus credores que receberam cerca de US$ 75 bilhões do dinheiro injetado na seguradora pelo governo americano. Estão entre eles Goldman Sachs, Societe Generale, Deutsche Bank, Merrill Lynch, Morgan Stanley, Bank of America e  Barclays. A maior parte dos pagamentos foi feita no último trimestre  do ano passado para honrar perdas adquiridas com a crise do subprime.

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