Obama rebate críticas à proposta de taxa aos bancos

Mostrando pouca simpatia pelos críticos da proposta de taxa sobre grandes instituições financeiras, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que pretende recuperar todo o dinheiro dos contribuintes gasto no Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp). Segundo ele, não se pode deixar que Wall Street "pegue o dinheiro e saia correndo".

GABRIEL BUENO, Agencia Estado

16 Janeiro 2010 | 11h41

Em seu comentário semanal no rádio neste sábado, Obama disse que os grandes bancos que estão pagando bilhões em bônus podem bancar a "Tarifa de Responsabilidade da Crise Financeira". A meta é que essa taxa gere US$ 90 bilhões, ao longo de dez anos.

"Como normalmente ocorre, os bancos e políticos que os defendem já tentam impedir essa taxa de entrar em vigor", disse Obama. "As mesmas companhias pagando bilhões de dólares em lucros, e supostamente entregando mais dinheiro em bônus e dividendos do que nunca na história, estão agora alegando pobreza", criticou.

A tarifa, que deve ser aprovada pelo Congresso, recebeu forte oposição do setor bancário. Críticos afirmam que ela atrapalhará a capacidade dos bancos de fazerem empréstimos e acabará fazendo com que Wall Street arque indiretamente com o custo de outra iniciativa, para aquecer o setor automotivo. Muitos bancos seriam atingidos pela taxa, mesmo os que já devolveram o dinheiro tomado no âmbito do Tarp.

Para Obama, porém, os críticos ignoram o fato de que todo o setor financeiro foi beneficiado não apenas pelo Tarp, mas também pelo auxílio do governo norte-americano à American International Group Inc. (AIG) e a pessoas físicas, além das medidas emergenciais do Federal Reserve.

"E isso ignora uma injustiça muito maior: deixar a conta com o contribuinte americano", disse Obama. Proposta nesta semana, a taxa deve ser incluída no orçamento fiscal de 2011 da Casa Branca, que deve ser divulgado no mês que vem. As informações são da Dow Jones.

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