Yuri Gripas/Reuters
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Obama renova oposição para aumentar teto da dívida dos EUA

Presidente americano teve reunião de emergência com líderes democratas na Casa Branca

24 de julho de 2011 | 21h22

Texto atualizado às 23h43

 

WASHINGTON - O presidente americano Barack Obama e os líderes democratas no Congresso renovaram sua oposição a um plano de curto prazo para elevar o teto da dívida dos Estados Unidos, disse neste domingo, 24, um porta-voz da Casa Branca. No encontro, o presidente recebeu informações sobre o andamento das negociações que ocorriam no Capitólio, disse um funcionário do governo.

 

Obama se reuniu na Casa Branca com o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, e com a chefe da minoria democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi. A reunião ocorreu em caráter de emergência e durou cerca de uma hora.

 

Segundo a AFP, um funcionário da Casa Branca que pediu para não ser identificado disse que "os líderes democratas e o presidente reiteraram nossa oposição a um aumento do teto da dívida a curto prazo". 

 

O encontro entre Obama, Reid e Pelosi ocorre em meio às intensas negociações com os republicanos para chegar a um acordo que evite uma moratória no dia 2 de agosto.

 

O tempo corre contra democratas e republicanos para se chegar a um acordo sobre o aumento da dívida americana e evitar que o Governo declare suspensão dos pagamentos. Reid estaria trabalhando em nova proposta, que contemplaria uma redução da dívida em US$ 2,5 trilhões e não incluiria elevação de impostos até 2013, segundo a rede de TV "CNN", que citou um membro do partido democrata envolvido nas negociações.

 

Por sua vez, o presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, manteve nova teleconferência com membros de seu partido, após advertir em entrevista que caso não se chegue a um acordo com os democratas, continuará se empenhando "por sua conta".

 

Segundo o diário The Hill, Boehner estaria finalizando seu plano a fim de discuti-lo com os membros de seu partido nesta segunda-feira, em uma reunião a portas fechadas, e submetê-lo à votação na quarta-feira. Se não houver um acordo antes do dia 2 de agosto, o Tesouro dos EUA advertiu o governo federal que não terá fundos para honrar todas as suas obrigações e deverá declarar parcialmente a suspensão de pagamentos

Com Agência Estado

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