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Obama sanciona pacote de estímulo econômico de US$ 787 bi

Presidente dos EUA agradeceu esforço para aprovação do projeto que prevê a criação de milhões de empregos

Suzi Katzumata, da Agência Estado

17 de fevereiro de 2009 | 16h48

O presidente dos EUA, Barack Obama, sancionou o pacote de estímulo econômico de US$ 787 bilhões, ratificando um conjunto de medidas que tem como objetivo criar 3,5 milhões de empregos e energizar ao abatida economia americana. A aprovação no Congresso do plano econômico representou a primeira grande vitória de Obama no Congresso menos de um mês depois de assumir o cargo.   O estímulo vai colocar a economia sobre uma "base mais firme", disse Obama antes de assinar a lei em Denver (Colorado). O presidente afirmou que o pacote de estímulo é a "primeira parte" de uma ampla estratégia de recuperação. O pacote foi aprovado pelas duas casas do Congresso na sexta-feira, com quase nenhum apoio da bancada republicana. As informações são da Dow Jones.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise     O presidente dos EUA disse que conseguiu cumprir a promessa de manter o sonho americano vivo e agradeceu a união de todos pela aprovação do projeto, que, após muita discussão, foi aprovado na Câmara e no Senado na semana passada. "O que precisamos fazer para criar empregos, alívio para famílias que sabem que terão que pagar as dívidas no mês que vem é este pacote- a recuperação da economia que assinarei hoje é o produto de consultorias, uniões, Câmaras, Democratas, Republicanos- pessoas com pontos de vista diferentes que apoiaram o pacote".   Sob fortes aplausos, Obama explicou os principais pontos do pacote. "O que faz este pacote tão importante não é a manutenção dos empregos, é que estamos colocando os americanos para trabalhar em áreas críticas. É um trabalho que trará mudanças por todas as gerações. Estamos refazendo a perspectiva do país com o maior investimento feito nos últimos tempos. O investimento feito atinge a educação, ajudando mais nossos filhos a chegar às universidade. Fizemos mais em 30 dias do que o país fez em uma década inteira para melhorar a área de saúde".   O plano de resgate prevê a criação de milhões de empregos e o estímulo ao consumo. Antes de Obama chegar ao Colorado, a Casa Branca colocou no ar o site www.recovery.gov, que pretende tornar transparente os gastos com o dinheiro do plano, segundo o Wall Street Journal. O pacote injeta recursos em projetos de infraestrutura, saúde, energias renováveis, empregos etc. A taxa de desemprego nos EUA está em 7.6%, a maior em 16 anos.   Também presente na cerimônia, o vice-presidente do EUA, Joe Biden, afirmou que é preciso reverter o "ciclo vicioso" da economia e defendeu mais empregos. "É um ciclo vicioso, precisamos reverter este ciclo. Todos sabem que empregos é mais que emprego, é sobre dignidade, respeito. É olhar seu filho no olho e dizer 'tudo vai ficar bem'.    E continuou em defesa da classe média americana: "Estamos trabalhando dia e noite para ajudar os desempregados, investimentos a longo prazo, muito mais. Para virar a economia, precisamos ter certeza de uma coisa: classe média não é deixada de lado, precisamos ter cuidado com isso". Segundo ele, Obama quer contratar, não demitir.    Defensores das medidas dizem que, sem o pacote, a crise que começou no fim de 2007 poderia durar até 2010, pelo menos. A queda na economia já custou 3 milhões de empregos. O presidente Obama fez da aprovação do pacote a sua prioridade, alegando que outros milhões de empregos também seriam perdidos por causa da crise.  Como a taxa de juros dos Estados Unidos já estão perto de zero, está claro que é necessário considerar outras medidas para reacender a economia.   Nesta terça, termina o prazo para a General Motors e a Chrysler apresentarem o seu plano de recuperação ao governo, uma condição do empréstimo federal bilionário obtido por elas.     Texto atualizado às 17h25    

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