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Obama se opõe a acordo de curto prazo sobre dívida

O presidente dos EUA, Barack Obama, reiterou sua oposição a um acordo para aumentar o endividamento dos EUA a "curto prazo" durante a reunião que manteve ontem à noite na Casa Branca com os líderes democratas do Congresso. Obama recebeu o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, e a líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.

ANTONIO ROGERIO CAZZALI, Agencia Estado

25 de julho de 2011 | 07h53

O encontro, convocado às 19h de ontem (de Brasília), no Salão Oval, começou alguns minutos antes do previsto e terminou às 20h04 (de Brasília), informou a Casa Branca, que não deu mais detalhes sobre a reunião.

No encontro, o presidente recebeu informações sobre o andamento das negociações que ocorriam no Capitólio, segundo um funcionário do governo. "Os líderes democratas e o presidente reiteraram sua oposição a um aumento da dívida a curto prazo", disse a fonte.

Reid estaria trabalhando em uma nova proposta, que contemplaria uma redução da dívida em US$ 2,5 trilhões e não incluiria elevação de impostos até 2013, segundo a rede de televisão CNN, que citou uma fonte do partido democrata envolvida nas negociações.

Por sua vez, o presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, manteve uma nova teleconferência com membros de seu partido, após advertir em entrevista que caso não se chegue a um acordo com os democratas, continuará se empenhando "por sua conta". Segundo o diário "The Hill", Boehner estaria finalizando seu plano para discuti-lo com os membros de seu partido hoje, em uma reunião a portas fechadas, e submetê-lo à votação na quarta-feira.

O tempo corre contra democratas e republicanos para chegarem a um acordo sobre o aumento da dívida norte-americana. Se não houver um acordo antes do dia 2 de agosto, o Tesouro dos EUA advertiu o governo federal que não terá fundos para honrar todas as suas obrigações e deverá declarar a suspensão parcial de pagamentos. As informações são da Dow Jones.

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