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Obama tenta salvar Wall Street e Detroit; mercados caem

Os Estados Unidos tentaram salvar seus setores automotivo e financeiro nesta sexta-feira, com o presidente Barack Obama chamando atenção para que banqueiros vendam seus ativos tóxicos e as montadoras se esforcem para finalizar um plano de resgate.

DANIEL TROTTA, REUTERS

27 de março de 2009 | 19h40

Obama encontrou-se com os mais importantes banqueiros dos EUA na Casa Branca e ressaltou a importância de remover ativos tóxicos de balanços para que as instituições financeiras possam voltar a emprestar.

Muitos banqueiros lembraram o apoio para a parceria público-privada que pode comprar até 1 trilhão de dólares de títulos abaixo do valor de mercado dos bancos, mesmo com o problema de como precificar esses ativos depois, quando a economia se recuperar.

"O presidente está aberto a conversas sobre a importância de resolver ativos tóxicos para que os bancos voltem a emprestar", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs. "É justo dizer que eles entraram em acordo sobre a necessidade de se atualizar a regulamentação."

Obama, já enfrentando duas guerras, a recessão e um complexo plano de resgate para o sistema financeiro, também procura reescrever a regulamentação para controlar os tipos de riscos que quase arruinaram os bancos.

Ele buscará acordo comum em Londres na próxima semana durante um encontro entre líderes do G20 -- grupo das 20 principais economias industrializadas e em desenvolvimento. Mas primeiro ele revelará na segunda-feira a próxima fase de um plano de socorro para a indústria automobilística.

A General Motors e a Chrysler têm até o dia 31 de março para entrar com pedido de até mais 22 bilhões de dólares de um fundo emergencial para ajudá-las a sobreviver às mais fracas vendas de automóveis em três décadas. O Tesouro dos Estados Unidos já aprovou 17,4 bilhões de dólares para as montadoras.

A favor de reguladores de política e fabricantes, relatórios mostraram nesta sexta-feira que o gasto com consumo cresceu pelo segundo mês consecutivo em fevereiro, o que alimentou esperanças de que aconteça o mesmo no mês de março.

"É cedo demais para apostar num renascimento do consumo, porque os consumidores ainda estão enfrentando severas adversidades com a queda do emprego e a redução de riquezas. Mas o pior parece que ficou para trás", afirmou Nigel Gault, economista-chefe dos Estados Unidos no IHS Global Insight.

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