Obama vê crescimento econômico, mas cita empregos insuficientes

O presidente dos EUA, Barack Obama, em entrevista transmitida neste domingo, disse que todos os sinais apontam para a recuperação da economia norte-americana, mas que pode não haver criação de empregos suficiente até o ano que vem.

JAMES VICINI, REUTERS

20 de setembro de 2009 | 12h06

"Quero ser claro que provavelmente o quadro de empregos não vá melhorar consideravelmente, e pode até ficar um pouco pior, nos próximos meses", disse ele em entrevista a um programa da CNN.

"E nós provavelmente não vamos começar a ver criação de empregos o bastante para atender --à crescente população-- até algum momento do ano que vem", disse Obama. Ele ponderou que 150 mil empregos devem ser criados por mês apenas para acompanhar o crescimento da população.

O chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmou em 15 de setembro que a pior recessão dos EUA desde a Grande Depressão da década de 1930 provavelmente tinha terminado, mas a recuperação seria lenta e levaria tempo até mais postos de trabalho serem criados.

Em sinais de que a economia norte-americana está se recuperando, as vendas no varejo cresceram no ritmo mais acelerado em 3,5 anos em agosto e um indicador sobre atividade manufatureira no Estado de Nova York atingiu a maior alta em quase dois anos.

Obama procurou nas últimas semanas reforçar os sinais de melhoria da economia em uma tentativa de impulsionar sua popularidade, afetada em meio ao debate sobre seu plano de reforma do setor de saúde.

Na entrevista, Obama disse que deixará para Bernanke dizer se a recessão tinha terminado oficialmente ou não.

Mas afirmou que os mercados financeiros estavam trabalhando novamente e a indústria tinha acelerado em termos de produção no mês passado. "Todos os sinais são de que a economia vai começar a crescer de novo", ele disse.

Obama declarou que os números de empregos tendem a ser o último passo da recuperação econômica. "O outro problema é que perdemos tantos empregos, que compensar aqueles que já estavam perdidos vai exigir taxas de crescimento realmente altas", disse.

Obama vai a Pittsburgh durante a semana para receber os líderes do G20, composto pelas maiores economias industrializadas e países em desenvolvimento.

"Isso é parte do que trataremos na reunião do G20 em Pittsburgh, garantindo que exista uma economia mais equilibrada", afirmou.

"Não podemos voltar à era na qual chineses ou alemães ou outros países só nos vendiam tudo. Estamos eliminando algumas dívidas de cartões de crédito ou de empréstimos habitacionais, mas não estamos vendendo nada a eles", disse.

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