Obama: ‘vivemos tempos difíceis, mas vamos nos reconstruir’

Trechos do discurso de Obama hoje à noite falam em economia e confiança 'debilitadas'

Agências internacionais,

24 de fevereiro de 2009 | 19h58

Em sua primeira aparição diante do Congresso desde que assumiu o cargo, em 20 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai tentar passar uma mensagem de otimismo e esperança aos cidadãos. "Nossa economia está debilitada e nossa confiança, abalada", afirmava um trecho do discurso que Obama pronunciará a deputados e senadores, a partir das 23 horas (horário de Brasília), no Capitólio. "Vivemos tempos difíceis e inseguros, mas, nesta noite, quero que todos os americanos saibam o seguinte: vamos nos reconstruir, vamos nos restabelecer. Os Estados Unidos sairão mais fortalecidos." O primeiro discurso sobre o Estado da União proferido por Obama vai tratar basicamente de economia. Além de traçar um retrato do país, o tradicional pronunciamento é usado para que o chefe do Executivo apresente aos congressistas suas principais propostas para o ano que se inicia. Os EUA vivem a mais grave crise econômica desde o pós-guerra e financeira desde a Grande Depressão dos anos 30. A administração Obama anunciou recentemente três planos para tentar tirar o país dessa situação. O primeiro, de quase US$ 800 bilhões, será voltado para a economia "real" e prevê forte investimento público.  O segundo, que pode chegar a US$ 2 trilhões, tem como objetivo resgatar o sistema financeiro. O terceiro, com orçamento de US$ 75 bilhões, será destinado a mutuários com dificuldades em honrar suas hipotecas.  O plano para o setor financeiro ainda não convenceu analistas e investidores. Muitos especialistas, como o prêmio Nobel Paul Krugman, acreditam que o governo americano não terá outra saída senão estatizar temporariamente as instituições com problemas, entre elas o Bank of America (BofA) e o Citigroup, os dois maiores do país.  Até agora, porém, Obama e outras autoridades têm negado veementemente essa hipótese, o que, para alguns, só atrasará a recuperação da economia.  Nesta terça, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Ben Bernanke, reconheceu que o país só começará a se recuperar quando o setor bancário deixar de ser um problema.

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