OBRA DA S11D FAZ 90 FAMÍLIAS SAÍREM DE VILA

O início da construção do S11D, da Vale, isolou os moradores da Vila Mozartinópolis, mais conhecida como Racha Placa. Boa parte da população da vila sobrevivia do trabalho nas fazendas compradas pela mineradora para o empreendimento. Além disso, plantavam milho, mandioca e arroz. "Não dependíamos de nada. Hoje temos de comprar tudo, até o milho para dar às galinhas", diz Antônio Maurício Gustavo, de 57 anos, um dos fundadores da Vila. A família de oito pessoas mora na pequena casa de madeira, com dois quartos, sala e cozinha. 

O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2014 | 02h06

 

No total, 90 famílias deixarão o Racha Placa para morar em outros locais. Segundo a Vale, foram oferecidas três opções aos moradores: "A livre negociação dos imóveis; a troca por residências na cidade; e o atendimento rural, por meio da criação de assentamento em parceria com o Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra), cabendo a cada um cinco alqueires de terra e a construção de uma casa". Do total de famílias, 48 escolheram essa última opção.

Mas os moradores estão ansiosos pela mudança, uma vez que a vila está praticamente acabada. Algumas famílias que optaram pelas outras alternativas já saíram do bairro, deixando para trás um rastro de ruínas. A Vale diz que o cronograma de obras das 50 unidades do assentamento está em dia e que as casas serão entregues em dezembro.

Segundo a mineradora, a realocação não era uma condição para a implantação do S11D. Foram os moradores da vila que manifestaram interesse em mudar, disse a empresa. A história entre a população local é diferente. Eles dizem que foi a Vale que, em 2008, começou a entrevistar as famílias para indenizar.

 

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