Obra do trem-bala terá prazo máximo de 5 anos para terminar

Segundo ANTT, cronograma passará a contar a partir da liberação de licença por parte do Ibama

Leonardo Goy, da Agência Estado,

18 de dezembro de 2009 | 12h30

O diretor-geral da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), Bernardo Figueiredo, disse há pouco que o edital do leilão do trem-bala, que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, estabelecerá um prazo máximo de cinco anos para que a obra seja concluída. Este cronograma passará a contar a partir do momento em que o Ibama liberar a licença de instalação, que autoriza o início das obras.

 

Figueiredo, porém, confirma que não haverá tempo hábil para que o trem-bala esteja completamente concluído para a Copa do Mundo de 2014. A ANTT inclusive vai liberar, a partir das 15h, em seu site na internet (www.antt.gov.br), uma minuta do edital. O documento permanecerá em audiência pública até o final de fevereiro. A intenção da ANTT é fazer o leilão em maio do ano que vem.

 

Figueiredo também anunciou há pouco, durante o café da manhã com a imprensa, que o edital vai obrigar o futuro concessionário a construir uma estação em Aparecida do Norte (SP), na parte paulista do Vale do Paraíba. É nesta cidade que está localizada a Basílica de Nossa Senhora da Aparecida, local de maior concentração no país de romaria e turismo religioso.

 

Segundo Bernardo, a decisão de fazer uma estação em Aparecida tem como intenção aliviar o tráfego na rodovia Presidente Dutra, principalmente em datas do calendário religioso, como próprio dia de Nossa Senhora Aparecida. Ele destacou ainda que a estação não trará grande custo adicional aos empreendedores e poderá ser ativada, por exemplo, apenas em finais de semana e feriados religiosos.

 

O edital estabelecerá um total de nove estações obrigatórias: no aeroporto de Viracopos, próximo a Campinas; no centro de Campinas; no aeroporto de Guarulhos; no centro de São Paulo (provavelmente no Campo de Marte); em Aparecida do Norte; em outra cidade a ser escolhida pelo empreendedor na parte paulista do Vale do Paraíba; em alguma cidade na parte fluminense do Vale do Paraíba; no centro do Rio de Janeiro; e no aeroporto do Galeão.

 

Com relação ao Campo de Marte, aliás, onde hoje há um aeroporto de aviação geral focado em pequenas aeronaves e helicópteros, Bernardo disse que os estudos caminham no sentido de uma estação subterrânea para que a atividade da pista do aeroporto não seja comprometida. "Também estudamos construir na Barra Funda (zona oeste de São Paulo). Mas é uma região muito ocupada.

 

Com relação ao Campo de Marte, trabalhamos hoje com a hipótese de manter a pista funcionando e fazer uma estação subterrânea", disse. O Campo de Marte está localizado na zona norte de São Paulo ao lado do centro de convenções do Anhembi.

 

A ANTT pretende realizar quatro audiências públicas para discutir com investidores e a população o projeto. A primeira no dia 11 de janeiro, será no Rio de Janeiro. Depois, no dia 13 de janeiro, em São Paulo; no dia 15, em Campinas; e no dia 19 em Brasília.

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