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Obras de infraestrutura são as mais prejudicadas

Até a manutenção de rodovias estaduais está comprometida pela falta de recursos para investimentos

Renée Pereira e Luiz Guilherme Gerbelli, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2016 | 17h20

Os projetos de infraestrutura foram os mais sacrificados pelo desequilíbrio no caixa dos governos estaduais. Até as obras mais básicas, como a manutenção de estradas, tiveram o ritmo reduzido para adequar o orçamento às receitas. Alguns empreendimentos mais caros e complexos, como os de mobilidade urbana, foram suspensos por tempo indeterminado.

“A impressão é que o filme parou. O cenário é de total pessimismo”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria da Construção de Pernambuco (Sinduscon), Gustavo Miranda. “Começamos um monte de obras e agora está tudo parado. Viraram grandes esqueletos.” Na lista de projetos, o executivo destaca a lentidão da Adutora do Agreste e a paralisia das obras de acesso à arena construída para a Copa de 2014.

Em Goiás, a situação é ainda pior: os investimentos caíram 90% no primeiro bimestre, pelos dados do consultor econômico do Senado, Pedro Jucá Maciel. Uma obra importante e que está parada é o VLT de Goiânia. As obras de mobilidade de Salvador também estão lentas, afirma o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção (Sintepav-BA), Irailson Warneaux. Segundo ele, as obras do Corredor Transversal 2, que liga a orla de Salvador a Águas Claras, demitiu recentemente 700 trabalhadores, apesar de ainda ter muita obra pela frente.

Por meio de nota, o governo do Estado da Bahia informou que os investimentos cresceram 33,73% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a administração estadual, estão sendo feitos investimentos em saúde e mobilidade urbana.

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