Obras no campo de gás de Mexilhão devem sofrer atraso

O campo de gás natural de Mexilhão, na Bacia de Santos, poderá sofrer um novo atraso em suas obras. A norueguesa Acergy, empresa contratada pela Petrobras para instalar o trecho marítimo do gasoduto que vai ligar a plataforma ao centro de processamento do gás em Caraguatatuba, costa paulista, está pedindo à estatal um aumento no prazo das obras de pelo menos seis meses.Segundo fontes, o pedido da Acergy também veio acompanhado da solicitação de um complemento de US$ 150 milhões no contrato de US$ 400 milhões fechado em abril do ano passado. A Acergy alega que está tendo problemas para fazer o seu trabalho, de lançamento dos dutos ao mar, já que a licença ambiental para a instalação do gasoduto não foi liberada ainda.A previsão era de que a licença deveria ter saído em agosto do ano passado. O campo de Mexilhão está previsto para entrar em operação a partir dos primeiros meses de 2009 e é um dos principais reservatórios com que a Petrobras conta para combater a baixa oferta de gás natural prevista para o período até 2012 no país. O campo está previsto para produzir nove milhões de metros cúbicos diários, podendo chegar a até 15 milhões em uma segunda fase de implementação. A plataforma para a exploração do campo está sendo construída pelo Mauá Jurong, em Niterói, por R$ 1,1 bilhão.De acordo com fontes ligadas à Acergy, o atraso no cronograma comprometeu as negociações da empresa para a aquisição de equipamentos, por conta do aquecimento do mercado mundial, daí a necessidade de fazer o ajuste no valor contratado. Além disso, a empresa está com a sua embarcação Acergy Piper parada, com toda a tripulação disponível, apenas aguardando a liberação para que faça o lançamento dos dutos. A alteração no cronograma por mais sete meses de obras considera a expectativa de que a licença seja liberada até o final de abril. A Petrobras não se manifestou sobre o assunto.

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