Obras no Galeão dão sensação de desorganização

Faltam sinalizações e obras viárias dificultam o acesso; equipamentos, como escadas rolantes, estão parados há um mês

Antonio Pita, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2013 | 02h03

RIO - Os futuros concessionários dos aeroportos do Galeão e Confins vão receber os terminais, em março, com obras inacabadas, insatisfação dos usuários e um curto prazo para atender às exigências previstas no edital, a tempo da realização da Copa do Mundo, em junho. Nos dois terminais do Galeão, os investimentos da Infraero serão de R$ 443,5 milhões, mas os resultados ainda não foram sentidos.

No Rio, a percepção é de completa desorganização. A falta de sinalização e as obras viárias dificultam o acesso. No Terminal 1, há equipamentos como escadas rolantes parados há mais de um mês. As obras começaram em setembro de 2008 e, até agora, após R$ 115 milhões investidos, só 36% foi concluído.

Os passageiros que circulam pelo local, na área de embarque, deparam com grandes tapumes encobrindo as obras, que só devem ser concluídas em abril.

As esteiras que conectam os terminais 1 e 2 também estão paralisadas, em manutenção. Na área de desembarque, é comum a presença de motoristas oferecendo transporte irregular para os turistas, sem nenhuma fiscalização. Os usuários se queixam ainda de falta de sinalização interna, banheiros sujos, e falta de vagas nos estacionamentos - aspectos que constam do edital de concessão como passíveis de intervenções imediatas.

No total, as obras foram orçadas em R$ 443 milhões, incluindo reforma de pistas de pouso e pátio de aeronaves. Em função do atraso, diz a Infraero, "a reforma será reavaliada em conjunto com o novo concessionário. Esse fato não afetará as operações durante a Copa".

Depois da assinatura do contrato, em março, haverá um período de 120 dias de transição, em que a operação do terminal será feita pela Infraero com acompanhamento da nova concessionária. Nesse período, as obras serão tocadas em parceria, segundo a estatal.

Para a Anac, a transição na gestão vai evitar a interrupção de serviços no período. Após a fase sob supervisão da Infraero, encerrada em junho, a gestão do terminal será compartilhada por mais três meses. Só a partir de outubro, as concessionárias assumem plenamente a gestão dos terminais.

No documento, constam 32 Indicadores de Qualidade de Serviço (IQS) para serem alvo de melhorias, entre eles, disponibilidade de assentos, elevadores, escadas rolantes, entre outros. Para atender a todas essas exigências, a concessionária precisará investir R$ 5,7 bilhões.

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